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Casa Gucci | Conheça a intrigante e sombria história da Família Gucci

·7 min de leitura

Histórias de crimes reais, apesar de contarem com um público bastante específico, sempre acabam atraindo a atenção de muitas pessoas, tendo como principal fator a curiosidade. Um dos casos que mais ganhou espaço na mídia foi o assassinato de Maurizio Gucci, um dos diretores da famosa grife Gucci, pertencente a uma família poderosa.

O crime chocou o mundo por ter sido encomendado por Patrizia Reggiani, ex-esposa do diretor. A história italiana já está com data marcada para ser contada nos cinemas através do filme Casa Gucci, dirigido por Ridley Scott e protagonizado por Lady Gaga e Adam Driver, que interpretam o casal.

Mas o que motivou o assassinato? Como a relação entre eles chegou a esse ponto? Se essas são algumas das perguntas que você está fazendo sobre o assunto, o Canaltech vai contar a história intrigante e sombria da família Gucci para você ir assistir ao filme inteirado do assunto.

<em>Imagem: Divulgação/United Artists Releasing/Universal Picture</em>
Imagem: Divulgação/United Artists Releasing/Universal Picture

O que aconteceu?

Na manhã do dia 27 de março de 1995, Maurizio Gucci, uma das pessoas mais importantes da grife de sucesso que teve origem na Itália, foi morto com três tiros no peito. O assassino, que não havia sido reconhecido por nenhuma testemunha, entrou no prédio em que o executivo trabalhava, em Milão, e efetuou os disparos.

A partir de então, os investigadores passaram a ter a longa missão de descobrir quem assassinou Maurizio. Quase dois anos depois, em 8 de janeiro de 1997, uma pessoa que não se identificou ligou para o chefe de polícia da cidade italiana de Lombardia, Filippo Ninni, e disse que só iria dizer um nome: Gucci.

O informante, então, se encontrou com Ninni e explicou que ouviu o recrutamento do assassino de Gucci enquanto estava hospedado em um hotel de uma estrela em Milão. A partir do depoimento, os investigadores conseguiram traçar o caminho que trouxe uma reviravolta não tão inimaginável para o caso: o envolvimento de Patrizia Reggiani.

Quem são Maurizio Gucci e Patrizia Reggiani?

Maurizio era neto de Guccio Gucci, fundador da grife Gucci, e conheceu Patrizia Reggiani como uma socialite, filha de um magnata do ramo de caminhões. Eles se conheceram em uma festa em Milão e se casaram em 1972, quando ambos tinham 24 anos de idade. Juntos, tiveram duas filhas: Alessandra e Allegra.

O casamento de Patrizia e Maurizio sempre foi regado de luxo, garantindo muitos cliques e histórias para a imprensa italiana. O casal tinha ilhas privadas e diversos tipos de propriedades ao redor de todo o mundo, sempre organizando grandes e extravagantes festas temáticas. Mas a relação, que parecia ser perfeita, começou a desandar em 1983, quanto o ator Rodolfo Gucci, pai de Maurizio, faleceu.

O começo do fim

Maurizio herdou 50% das ações da empresa e se tornou o presidente da marca. Algumas de suas decisões comerciais, no entanto, desagradaram Patrizia, que dizia que o marido havia enlouquecido. Uma de suas decisões envolvia a compra de assentos no conselho da família através da empresa de investimentos Investcorp.

"Até então, eu era a sua principal conselheira sobre todos os assuntos da Gucci, mas ele queria ser o melhor e parou de me ouvir", disse Reggiane à Forbes. "Eu estava com raiva do Maurizio por muitas, muitas coisas na época. Mas acima de tudo, isso. Perder a família para os negócios. Eu fui burra. Eu falhei. Eu fui preenchida pela raiva, mas não havia nada que eu pudesse fazer", completou a viúva.

Em 1985, Gucci disse a Reggiane que estava saindo em uma viagem de negócios, mas a verdade é que ele a abandonou e nunca mais voltou para casa. Em 1993, ele já havia sido obrigado a vender as ações que havia adquirido e já tinha uma nova namorada, a designer de interiores Paola Franchi.

Os documentos do divórcio chegaram à Reggiani, em 1994, propondo um acordo de um milhão de dólares ao ano. A proposta, no entanto, não foi bem recebida pela ex-esposa, que ainda estava descontente com os rumos que a relação tomou.

O crime

Após a tragédia do assassinato de Gucci, a polícia levantou diversos suspeitos, entre eles a própria Patrizia, que dizia em entrevistas o quanto estava enfurecida com ele. Mas sem provas válidas, nada poderia ser feito — até que aconteceu a denúncia anônima.

Os policiais descobriram que Reggiani conspirou o crime com Pina Auriemma, sua amiga e vidente. Ela teria concordado em receber 600 milhões de libras para assassinar Gucci. Então, ela pediu a ajuda de Ivano Savioni, porteiro noturno que, por sua vez, levou o caso a Orazio Cicala que, na sequência, fechou negócio com Benedetto Ceraulo.

A "casa caiu" para os organizadores do crime quando um policial disfarçado gravou uma ligação com todos eles, se passando por um assassino de aluguel. O oficial da polícia fingiu que Reggiani estava devendo dinheiro para todo o grupo e ameaçou Reggiani, descobrindo tudo. Os cinco envolvidos foram presos e condenados por homicídio premeditado.

Viúva negra

A descoberta do crime fez com que Patrizia fosse reconhecida como "viúva negra" na mídia, sempre destacando a sua personalidade aparentemente sem remorso e repleta de ganância. O julgamento aconteceu em 1998, e os promotores alegaram que parte da motivação do crime envolveu o ciúme de Paola Franchi.

Reggiani foi condenada a 29 anos de prisão, e a sua estadia na San Vitore, em Milão, contou com alguns privilégios negociados pelo seu advogado. Em entrevista ao The Guardian, Patrizia disse que se considera uma pessoa forte por ter sobrevivido aos anos em que permaneceu encarcerada. "Eu dormi bastante. Eu cuidei das minhas plantas. Eu cuidei de Bambi, meu furão de estimação", disse.

Em 2011, ela recebeu uma oferta de liberdade condicional caso conseguisse um emprego. Patrizia chegou a achar a decisão uma "blasfêmia" por nunca ter trabalhado na vida e não pretender fazer isso "agora". Mas em 2014, ela aceitou a condição e foi libertada após 16 anos de prisão.

Patrizia chegou a dizer que seria uma ótima funcionária na Gucci, afirmando ter as qualificações. "Eu fiz compras ao redor do mundo. Eu vim de um mundo de joias, e é a esse mundo que eu quero retornar", disse na época. A grife, no entanto, não aceitou o currículo de Reggiani, o que é compreensível, e ela começou a trabalhar como consultora para a empresa de joias Bozart.

Atualidade

Hoje, aos 72 anos, Patrizia Reggiani fala pouco sobre o assunto, mas recentemente disse estar feliz em ser interpretada por Lady Gaga. Porém, ela tem uma reclamação: "Fiquei incomodada com o fato de Lady Gaga me interpretar no filme de Ridley Scott sem nem ter feito a cortesia ou ter tido o bom senso se me encontrar e me conhecer", lamentou. "Não tem nada a ver com dinheiro porque eu não vou aceitar um único centavo do filme. É sobre bom senso e respeito. Eu digo isso com toda a simpatia e apreço que tenho por ela", completou.

A família Gucci, por outro lado, não aprova o filme e tem suas reclamações. Patrizia Gucci, prima de segundo grau de Maurizio, disse que está decepcionada e que diz isso em nome de toda a família: "Eles estão roubando a identidade de uma família para lucrar, para aumentar a renda do sistema de Hollywood. Nossa família tem identidade, privacidade. Nós podemos falar sobre tudo, mas existe uma linha tênue que não pode ser atravessada".

A prima de Maurizio ainda reclamou da caracterização de Jared Leto como Paolo Gucci: "Horrível, horrível". Ela também criticou a escolha do ator para o papel de Aldo Gucci: "Meu avô era um homem bonito, como todos os Guccis, e muito alto, com olhos azuis e muito elegante". Ele está sendo interpretado por Al Pacino, que não é muito alto e suas fotos mostram ele gordo, baixo, com costeletas, muito feio. "Vergonhoso porque ele não se parece com ele [o avô] de jeito nenhum", finalizou.

Casa Gucci estreia nos cinemas brasileiros no dia 25 de novembro.

Com informações: Oprah Daily, Forbes

Fonte: Canaltech

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