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Carvão e gás lideram rali de commodities em 2022; temores de recessão saúdam o ano novo

Empilhadeira de carvão em Newcastle, Austrália

Por Naveen Thukral e Florence Tan

CINGAPURA (Reuters) - Os mercados de carvão e gás natural estavam nesta sexta-feira a caminho de encerrar 2022 com fortes ganhos depois que uma crise global de energia desencadeada pela guerra Rússia-Ucrânia provocou uma forte alta nos preços, enquanto a oferta mais apertada esperada para 2023 pode alimentar mais ganhos.

Metais industriais, minério de ferro e borracha devem terminar em território negativo, pressionados em 2022 pela política estrita de Covid zero da China e pelos temores de uma recessão mundial.

Os mercados agrícolas, incluindo grãos e óleo de palma, atingiram máximas históricas em março devido ao clima adverso e às interrupções de oferta relacionadas à pandemia, provocando inflação de alimentos, mas essas commodities devolveram grande parte de seus ganhos no segundo semestre.

"Apesar das recentes quedas de preços, as commodities provavelmente terminarão o ano como a classe de ativos com melhor desempenho...", disse o Goldman Sachs em sua perspectiva de commodities para 2023.

“De uma perspectiva de fundamentos, a configuração para a maioria das commodities no próximo ano é mais otimista do que em qualquer outro momento desde que destacamos o superciclo pela primeira vez em outubro de 2020”.

CORRIDA POR SUPRIMENTOS

Os mercados globais de gás ficaram agitados este ano depois que a Rússia cortou o fornecimento para a Europa e um importante gasoduto foi danificado em meio à guerra na Ucrânia, levando os países europeus a importar volumes recordes para garantir o abastecimento de inverno.

A demanda adicional por gás natural liquefeito (GNL) em meio a ofertas mais restritas de gás canalizado colocou uma enorme pressão no mercado global, estimulando uma crise de energia que empurrou os preços do gás para os maiores patamares da história.

Como a Europa continuará importando GNL para reconstruir os estoques de gás no próximo ano após o inverno, espera-se que os preços do gás permaneçam elevados em meio à entrada em operação limitada de novos suprimentos.

O desmantelamento dos rígidos controles pandêmicos na China, o segundo maior importador de GNL do mundo, também pode promover a recuperação econômica e um maior consumo de GNL no próximo ano.

No entanto, um limite para os preços do gás imposto pela Europa a partir de fevereiro pode ajudar a conter o mercado e reduzir a volatilidade observada este ano.

Os preços do petróleo estão a caminho de um segundo ganho anual, com o Brent subindo quase 6% e o petróleo bruto dos EUA avançando perto de 5%.

Quanto aos metais industriais, o cobre na London Metal Exchange caiu mais de 13% em 2022 e o alumínio recuou cerca de 15%, embora ambos os metais tenham atingido recordes em março.

Os preços spot do minério de ferro com destino à China , que consome cerca de dois terços da oferta global, caíram cerca de 5% este ano, fechando perto de 115 dólares a tonelada.

INFLAÇÃO ALIMENTAR

Os futuros de trigo de referência em Chicago saltaram para um recorde histórico de 13,63 dólares o bushel em março, devido à redução da oferta da Ucrânia, importante exportador de grãos, após a invasão, em um mercado global já impulsionado pelo clima adverso e pelas restrições relacionadas à Covid-19.

Milho e soja atingiram os maiores níveis em uma década, enquanto os preços de referência do óleo de palma bruto da Malásia subiram para um recorde histórico.

No futuro, os preços das commodities alimentares provavelmente se manterão sustentados, uma vez que é improvável que a produção de trigo recomponha os estoques mundiais esgotados, pelo menos no primeiro semestre de 2023. Já as safras que produzem óleos comestíveis estão sofrendo com o clima adverso na América Latina e no Sudeste Asiático.

(Por Naveen Thukral e Florence Tan; reportagem adicional de Emily Chow, Enrico Dela Cruz e Pratima Desai)