Mercado fechado

Carteira recomendada: BTG troca Rumo e BB por Vale e B3 em fevereiro

Jader Lazarini
Carteira recomendada: BTG troca Rumo e BB por Vale e B3 em fevereiro

Para a sua carteira recomendada de fevereiro, o banco BTG Pactual trocou Rumo (RAIL3) e Banco do Brasil (BBAS3) por Vale (VALE3) e B3 (B3SA3).

“Estamos adicionando a Vale ao nosso portfólio pois atualmente vemos um risco/retorno assimétrico”, informou o banco na divulgação da carteira recomendada na última segunda-feira (3). A instituição financeira destaca o trabalho da mineradora em corrigir os problemas oriundos do rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, no começo do ano passado.

No entendimento dos analistas do banco, as alterações de governança, segurança e risco operacional colaboraram para a tese de compra do ativo, enquanto as expectativas nas projeções de desvalorização das cotações tem sido amenizada aos poucos.

Saiba mais: PetroRio compra 80% do campo TBMT e embarcação por R$ 140 milhões

Quanto à recomendação de B3, os especialistas estão de olho na elevada volatilidade das ações da companhia e ao avanço das discussões acerca de uma possível competitividade no setor, por mais que as barreiras de entrada continuem grandes.

“Lembramos que o mercado financeiro do Brasil passou por um longo período de exclusão. E esse ciclo está apenas revertendo agora, o que libera uma forte dinâmica de lucros e permite que os investidores sonhem alto com o B3”, informou o BTG.

O BTG reforçou que existe uma janela de oportunidade para aumentar a posição em ativos brasileiros, dada a recuperação econômica do País, mesmo em meio ao temor pelo coronavírus.

O surto da epidemia chinesa elevou a aversão ao risco nos mercados globais. Em janeiro, o Ibovespa encerrou o mês com queda de 1,6%.

“Embora as últimas leituras de alguns indicadores econômicos tenham sido um pouco mais fracas do que o esperado, no geral, continuamos a observar uma melhoria gradual na maioria das variáveis econômicas. Os dados corroboram nossa previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5% para 2020”, informou o banco, em seu anúncio da carteira recomendada mensal.