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Até seu filho terá carteira digital para pagar a cantina da escola

Henrique Mendes, fundador e CEO do Nutrebem (Foto: Divulgação)

Por Matheus Mans

O engenheiro Henrique Mendes trabalhou durante 16 anos na Ambev, em diversos cargos, países e funções. Depois desse período, resolveu tirar um ano sabático e investir em algumas empresas e startups. Uma delas, hoje, é a menina de seus olhos: a fintech Nutrebem, que foca na gestão de cantinas escolares e que tem Henrique como seu CEO.

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A ideia da empresa nasceu em 2012, unicamente como um sistema de gestão para cantinas, quando Henrique entrou como investidor-anjo. Dois anos depois, porém, a startup perdeu tração e precisou ser pivotada. Foi aí que o engenheiro, ex-Ambev, entrou na história. Assumiu o posto de CEO e transformou a fintech numa carteira digital para alunos.

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Ela funciona assim: os pais colocam um dinheiro na conta dos filhos, já pensando no lanche que ele fará na escola. Os estudantes, por sua vez, recebem um cartão com senha para fazer compras na cantina da escola. No final da semana, os pais recebem o balanço do que o filho comeu, com valor nutricional. Já a cantina usa o sistema para gestão interna.

Os pais podem acompanhar, porém, em tempo real o uso da Nutrebem. Ainda consegue bloquear a compra de alguns alimentos — caso haja restrições alimentares, por exemplo — e limitar os gastos diários. Caso o estudante perca o cartão, o que é comum, segundo Henrique, basta apenas fazer o login com a senha pessoal no totem de atendimento. 

O sistema da Nutrebem está disponível em quase 300 escolas, por meio de totens instalados na cantina, e deve fechar 2019 com mais de R$ 35 milhões em transações.

“Nós conversamos com todos os envolvidos neste sistema de cantinas. A ideia é facilitar a compra do lanche para todos”, explica Henrique Mendes. “Os pais ficam mais seguros com a alimentação dos filhos, a cantina controla melhor suas vendas e as crianças têm mais autonomia e ainda aprendem, desde cedo, a cuidar do dinheiro e ter noções de finanças”.

Questionado sobre uma possível dificuldade das crianças em usar o sistema, Henrique dá risada. “Os filhos entendem o sistema antes dos pais. As coisas mudaram demais”, diz o empreendedor, pai de duas crianças. “Nosso próximo passo, agora, é levar o aplicativo às escolas. As crianças poderão pedir seu lanche direto do celular. Isso nos levará além”.