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Carteira de Bitcoin que tinha US$ 8 mil "acorda" 9 anos depois com US$ 29 mi

·3 minuto de leitura

Uma carteira de Bitcoin, sem atividades há quase nove anos, "acordou" repentinamente e transferiu todas as suas criptomoedas para um novo endereço nesse último domingo (19).

A última atividade dessa carteira, antes da movimentação do dia 19, foi registrada em 10 de dezembro de 2012, quando cerca de 616 Bitcoins (BTC) foram recebidos por ela. Naquela época, o Bitcoin era negociado por volta de R$ 69, na conversão atual de real para dólar, com as 616 criptomoedas sendo adquiridas por pouco mais de R$ 43 mil. Hoje em dia, porém, com um Bitcoin valendo cerca de US$ 47,8 mil (R$ 254 mil, aproximadamente), a mesma quantia tem valor aproximado de US$ 29,4 milhões, aproximadamente R$ 155 milhões.

Cerca de uma década atrás, o Bitcoin era visto por muitos investidores como algo sem muitas chances de vingar, o que fazia com que a criptomoeda fosse negociada por um preço bem mais baixo do que os encontrados hoje em dia.

Quem investiu no criptoativo nessa época e o segurou até os tempos atuais acabou tendo uma valorização enorme em seu investimento, além de, em muitos casos, possuirem muitos tokens da criptomoeda. Por esses motivos, eles acabam sendo considerados “baleias” de Bitcoin, termo usado para descrever os donos de grandes quantidades da criptomoeda.

Desde o ano passado, as baleias de Bitcoin adormecidas estão despertando, com carteiras digitais que não tinham atividade há anos voltando a realizar movimentações. No início de 2021, uma movimentação de US$ 5 milhões, cerca de R$ 25 milhões na cotação atual, foi realizado a partir do balanço de um usuário inativo desde junho de 2010.

Mais recentemente, em julho, outra carteira sem atividade desde 2012 movimentou 740 BTC que estavam parados nela, com valor de US$ 35,3 milhões, aproximadamente R$ 187 milhões.

Em geral, transações realizadas em carteiras dormentes não causam agitação no mercado da criptomoeda, servindo mais como um lembrete de como alguns investimentos podem dar muito certo. No caso da carteira reativada no domingo, seus Bitcoins valorizaram 358.655% durante os nove anos que permaneceram paradas.

A volta de Satoshi Nakomoto?

<em>Parte da página inicial do whitepaper, ou seja, documento de conceito, do Bitcoin, feito por Satoshi Nakamoto. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto)</em>
Parte da página inicial do whitepaper, ou seja, documento de conceito, do Bitcoin, feito por Satoshi Nakamoto. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto)

A data da última movimentação registrada pela carteira detentora de 616 Bitcoins, antes da transação no dia 19, é pouco mais de um ano depois das últimas atividades registradas de Satoshi Nakamoto, pseudônimo usado pelo criador do Bitcoin, gerando especulações se a quantia não pertencia a ele.

Por mais que seja interessante especular sobre o retorno de Nakomoto, não existem provas de que a carteira reativada no domingo, dia 19 de setembro, é dele. Além disso, não é a primeira vez que entusiastas e investidores tentam falar que o criador da criptomoeda voltou a partir da movimentação de ativos há muito tempo dormentes.

Em 2020, uma carteira contendo Bitcoin extraída em fevereiro de 2009, um mês depois da criação da criptomoeda, fez uma movimentação que rendeu US$ 500 mil para o dono dela. Pela data de extração dos ativos, muitos consideraram que ela pertencia a Nakamoto, mas não houve forma de confirmar essa informação.

Rumores sobre a identidade do criador do Bitcoin são constantes, mesmo em épocas sem movimentações realizadas por carteiras há muito inativas. Um desses casos ocorreu em 2017, com usuários falando que Elon Musk era a verdadeira identidade de Nakamoto. O excêntrico bilionário desmentiu a informação em seu perfil no Twitter.

Satoshi Nakamoto publicou o whitepaper, ou seja, documento de conceito, do Bitcoin em outubro de 2008; e disponibilizou-o em janeiro de 2009. O texto com o conceito do criptoativo pode ser lido aqui.

Fonte: Canaltech

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