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Carry trade em emergentes fica muito mais lucrativo com euros

(Bloomberg) -- Para operadores de carry trade prejudicados pela força do dólar e pelos juros mais altos nos EUA, a pior queda do euro desde 2005 não poderia ter vindo em melhor hora.

Investir em moedas de mercados emergentes com euros emprestados rendeu lucros de até 29% este ano, dependendo da escolha do mercado com juros mais altos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Os ganhos são impulsionados pela queda de 10% do euro em relação ao dólar, que levou a moeda comum brevemente abaixo da paridade pela primeira vez em duas décadas em meados de julho.

Quem financiou as mesmas posições de carry com dólar teve resultados muito menos lucrativos: não apenas a estratégia geral está falhando pelo terceiro ano consecutivo, mas a maioria das moedas de mercados emergentes também registra perdas. Mesmo na América Latina, os lucros estagnaram após um começo de ano excelente. E com isso, os investidores se voltam para o carry com euros.

“Financiar carry trades com euros está se tornando mais comum”, disse Brendan McKenna, estrategista de câmbio do Wells Fargo em Nova York. “A União Europeia parece mais propensa a cair em recessão e os desenvolvimentos geopolíticos devem pesar sobre a moeda, tornando as operações de carry em mercados emergentes financiadas em euro uma opção interessante.”

Os carry trades financiados em euro oferecem um refúgio para operadores de mercados emergentes, que sofrem perdas em todas as classes de ativos e estratégias em meio a um aumento no dólar e nos yields dos títulos do Tesouro americano. Um mercado de baixa nas ações de países em desenvolvimento está se aprofundando, um índice de títulos em moeda local está em uma mínima de dois anos e a dívida soberana de emergentes tem registrado as maiores quedas desde 1994.

Se as perspectivas de uma recessão nos EUA e o aperto do Federal Reserve continuarem a alimentar uma corrida para o dólar, o carry em euro pode se tornar irresistível para mais investidores.

Já existem sinais de que essa aposta continuará lucrativa pelo menos pelo resto do ano. Com a zona do euro à beira de uma recessão, a capacidade do Banco Central Europeu de aumentar agressivamente as taxas de juros é limitada. Isso significa que a enorme diferença nas taxas de juros entre os mercados emergentes e o continente enfrenta poucas perspectivas de encolhimento.

“A coisa não parece boa para o euro no segundo semestre”, disse Marek Drimal, estrategista líder para a Leste Europeu, Oriente Médio e África no Société Générale. “Mesmo que o BCE surpreenda com outra grande alta, ainda há riscos substanciais para o euro antes de vermos uma virada.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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