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Carro movido a energia solar entra para o Livro dos Recordes

O Sunswift 7, carro de visual controverso, repleto de painéis fotovoltaicos na carroceria de fibra de carbono para captar energia solar, entrou para o Guinness Book, o popular Livro dos Recordes. O motivo? Conseguiu completar um percurso de 1.000 quilômetros, em menos de 12 horas, e com uma única carga.

Segundo os aferidores do Guinnes Book, o Sunswift 7 completou o desafio na pista de provas do Centro Australiano de Pesquisa Automotiva, localizado em Wensleydale, em exatamente 11 horas, 52 minutos e 8 segundos, com uma velocidade média de 84,17 km/h. Essa velocidade assegurou a ele o posto de EV mais rápido acima de 1.000 km com uma única carga.

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O teste ficou completo após 240 voltas no circuito, que fizeram o carro movido a energia solar percorrer uma distância equivalente a uma viagem entre Sydney e Melbourne para estabelecer a marca histórica. As únicas paradas permitidas eram para troca de motorista (foram 5, no total, incluindo o medalhista olímpico Ian Thorpe) e eventuais consertos, como a troca de um pneu, que quase colocou tudo a perder.

Pneu furado durante o teste quase evitou recorde (Imagem: Richard Freeman/Divulgação, UNSW)
Pneu furado durante o teste quase evitou recorde (Imagem: Richard Freeman/Divulgação, UNSW)

Quem construiu o Sunswift 7?

O Sunswift 7 não tem como responsáveis pelo projeto, agora recordista mundial, engenheiros famosos e badalados. Os responsáveis por dar vida ao carro movido a energia solar são estudantes da Universidade de Nova Gales do Sul, também conhecida como New South, ou UNSW, em Sydney, na Austrália.

O chefe dos estudantes, no entanto, tem história. E muita. Richard Hopkins trabalhou na Fórmula 1 como Chefe de Operações da Red Bull, e conquistou quatro títulos mundiais enquanto esteve por lá. Após entrar para o Guinness Book, afirmou que a sensação também foi indescritível.

“Vamos lembrar, estes não são os fabricantes de carros profissionais mais bem pagos em Stuttgart trabalhando para a Mercedes. É um grupo de amadores muito inteligentes, que pegaram todos os ingredientes e os juntaram de maneira brilhante. Vir aqui e fazer o que nos propusemos a fazer é a sensação mais incrível. Tenho certeza de que esses sentimentos são compartilhados por toda a equipe”.

Estudantes e pilotos responsáveis pela entrada do carro no Guinness Book (Imagem: Richard Freeman/Divulgação, UNSW)
Estudantes e pilotos responsáveis pela entrada do carro no Guinness Book (Imagem: Richard Freeman/Divulgação, UNSW)

Como é o carro movido a energia solar?

A base do Sunswift 7 é a carroceria que prioriza a aerodinâmica, composta em fibra de carbono e que tem uma área total de 4,6 metros quadrados de painéis solares acoplados para captação da energia solar. Os motores são instalados nas rodas traseiras e dão ao carro potência para acelerar a até 140 km/h. As baterias, por sua vez, são de 38 kWh.

O carro tem quase 5 metros de comprimento e foi projetado para obter máxima eficiência em todos os seus aspectos. O projeto começou a ser tocado em 2020, e o resultado dos testes, coroado com o recorde, mostrou que o desenvolvimento chegou ao ponto desejado. Richard Hopkins avisou, porém, que o Sunswift 7 não se tornará um veículo de produção.

Segundo o ex-funcionário da Red Bull, ele foi desenvolvido para que alguns recursos, futuramente, possam ser inseridos em carros “normais”, da mesma forma que hoje é feito na F1.

“Eu trabalhava na Fórmula 1 e ninguém imagina que estaremos pilotando carros de Fórmula 1 na estrada em cinco ou 10 anos. Mas a tecnologia que eles usam na F1 realmente ultrapassa os limites, e parte disso é filtrada para os carros comuns. É isso que estamos tentando fazer com o Sunswift, e esse recorde mundial mostra que é possível”.

Andrea Holden, estudante de Engenharia Mecânica na UNSW e gerente da equipe chefiada por Hopkins, também se mostrou entusiasmada com a marca alcançada. “É muito estranho pensar que ajudamos a fazer algo que é o melhor do mundo”, resumiu.

Fonte: Canaltech

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