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Carro financiado: vale a pena?

Pixabay
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Por Willian Teixeira

Ar condicionado, direção elétrica, pintura metálica, câmbio automático, sensor de ré, kit multimídia e rodas de liga leve. Escolher os opcionais do carro que queremos comprar é bem fácil. Mas e a forma de pagamento? À vista ou financiado? Não são todas as pessoas que possuem condições de comprar um carro à vista, e muitas acabam escolhendo a segunda opção.

De acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), 49% dos veículos zero quilômetro comprados em 2016 foram adquiridos por financiamento, contra 44% à vista, 5% através de consórcio e 2% por leasing.

Segundo levantamento da B3, empresa que opera o Sistema Nacional de Gravames (base integrada de informações que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo o Brasil), 1,2 milhão de veículos foram financiados no 1º trimestre de 2017, alta de 7,2% em relação ao mesmo período de 2016.

O publicitário Flavio Joele faz parte dessa estatística. Ele comprou um Chevrolet Celta sem entrada e financiado em 48 meses. Para ele, entrar em um financiamento foi uma questão de necessidade. “Meu outro carro dava muita dor de cabeça, tinha urgência em trocar e pouco dinheiro, por isso aproveitei uma linha de crédito aprovada no banco e efetuei a compra”.

Quais cuidados tomar?

Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, lembra que o consumidor deve ter atenção antes de assinar o contrato, se informar sobre o custo total do financiamento (CET), que envolve que tarifas, IOF, taxa de abertura de crédito, entre outras.

A assessora também salienta que é preciso ter cuidado com algumas propagandas. “Muitos veículos que são anunciados com taxa zero trazem consigo uma elevada entrada e parcelamento máximo de 24 meses, e para conseguir a taxa zero é preciso dar como entrada, pelo menos, 60% do valor do veículo”.

Para a fundação PROTESTE, quem pretende entrar em um financiamento deve oferecer a maior entrada que conseguir. Assim há mais chances de negociar descontos e facilidades nas parcelas. Caso o financiamento escolhido seja em banco comum, o comprador deve ir até a instituição com o orçamento em mãos e solicitar o crédito para a compra do veículo. Após o cliente ter o valor ser depositado na conta, é só ir a uma concessionária ou revendedora e negociar a compra do carro à vista. Vale aproveitar a oportunidade para pedir descontos.

Foi o que fez a analista de garantia Simone Tadeu Leite, que comprou um Ford Ka financiado e com entrada. “Juntei dinheiro por quatro meses e aproveitei o saldo das contas inativas do FGTS, então dei R$ 10 mil de entrada e financiei o restante”.

Vale a pena?

Para Kelly Carvalho, entrar em um financiamento vale a pena apenas se os bancos oferecerem bons prazos e condições. “Se for um prazo muito longo pode não compensar, pois, enquanto o consumidor paga a parcela, o carro se desvaloriza, sobretudo se o veículo for zero”.

A assessora econômica recomenda aos interessados em comprar um veículo que economizem para pagar à vista. “Se não for possível, procurem sempre dar uma boa entrada para reduzir o valor e a quantidade de parcelas”. Ela ainda lembra que o consumidor não pode esquecer do planejamento financeiro para ter um carro, levando em conta outros gastos como seguro, manutenção, combustível e estacionamento. “É fundamental que não comprometa sua renda de forma a não conseguir arcar com as prestações”.

Antes de fechar negócio, também vale pesquisar preços em lojas de diferentes bairros. Segundo estudo da fundação PROTESTE, ao financiar, em 24 vezes, 60% de um Ford Ka em uma concessionária da montadora em Campinho, bairro do Rio de Janeiro, o CET é de 17,57% ao ano. Já em outra loja no bairro da Tijuca, sobe para 29,81% ao ano, o que representa uma parcela de R$ 1.178 no primeiro caso e de R$ 1.297 no segundo.

Kelly Carvalho recomenda que o consumidor sempre busque o bom senso na negociação com os lojistas. “Pesquisar em outras lojas pode ser uma opção para barganhar valores em determinados veículos. Diante do que for ofertado por outra loja, poderão ser oferecidos ao consumidor descontos ou brindes, como acessórios, dentre outros”.