Mercado fechará em 1 h 31 min

Carrefour é desligado de Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura
A banner reading "Justice, Beto lives" hangs on a fence in front of the Carrefour supermarket in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil on November 20, 2020. - The death on Thursday night of a black man after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil, which this Friday commemorates Black Consciousness Day. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
A banner reading "Justice, Beto lives" hangs on a fence in front of the Carrefour supermarket in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil on November 20, 2020. - The death on Thursday night of a black man after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil, which this Friday commemorates Black Consciousness Day. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)

O hipermercado Carrefour foi desligado da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial após o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos espancado por dois seguranças brancos de uma loja da rede em Porto Alegre.

A plataforma, que busca articular empresas comprometidas com a causa étnico-racial, é composta por representantes da sociedade civil, do ambiente empresarial e do poder público, englobando 73 organizações com receita conjunta de R$ 1,2 trilhão no Brasil.

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“Repudiamos com todas as nossas forças o assassinato do cidadão negro João Alberto Silveira Freitas por seguranças do supermercado Carrefour, na cidade de Porto Alegre”, disse Raphael Vicente, coordenador da plataforma.

“São coniventes todos aqueles que se omitiram e não tomaram as medidas para que essa morte fosse evitada, inclusive os que se calam”, prosseguiu em nota. O Carrefour seguirá desligado por tempo indeterminado de suas atividades na Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial.

Na noite da última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas foi espancado até a morte após uma briga na porta do supermercado Carrefour, no bairro Passo d’Areia, na capital gaúcha.

De acordo com informações preliminares, ele havia discutido com dois seguranças do estabelecimento antes da briga começar. Segundo a Brigada Militar, a confusão teria iniciado no caixa do supermercado, envolvendo o homem e uma funcionária. A vítima teria ameaçado agredir a mulher, que chamou os seguranças.

Os dois funcionários teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora do estabelecimento e é aí que as histórias começam a divergir. A Brigada Militar afirma que a briga se deu porque o homem não aceitou ser removido do local, mas testemunhas afirmam que os dois seguranças seguiram João Alberto dentro do estabelecimento e o agrediram na saída.

Confira, abaixo, o posicionamento do Carrefour sobre o ocorrido:

Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia:

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.