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Carrefour ameaça com processo autores de livro sobre assassinato de João Beto

·3 minuto de leitura
Reprodução
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  • Carrefour ameaçou com processo autores de livro sobre caso João Beto.

  • E-mail com ameaça foi enviado aos autores.

  • Caso em que homem negro foi morto por seguranças dentro de mercado chocou o país.

A rede de supermercados Carrefour enviou um e-mail para os autores do livro “Caso Carrefour, Segurança Privada e Racismo: Lições e Aprendizados”, lançado nesta semana e editado pela Universidade Zumbi dos Palmares (Unipalmares), ameaçando-os com processo na Justiça.

Leia também:

As informações são do portal de notícias Metrópoles, que obteve acesso ao e-mail com as ameaças do Carrefour aos autores.

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No livro, os autores divulgam resultados de sua pesquisa sobre o setor de segurança privada no Brasil, e sobre como nele se manifesta o racismo.

Segundo o e-mail, o Carrefour, que reclama de ser associado ao racismo, “se reserva o direito de buscar a responsabilização criminal de todos os envolvidos, bem como adotar as medidas cíveis e inclusive reparatórias por todos os prejuízos que venham a ser causados”.

O Carrefour se pronunciou sobre o caso com a seguinte nota:

“Sobre a publicação do livro ‘Caso Carrefour, Segurança Privada e Racismo: Lições e Aprendizados’, o Grupo Carrefour Brasil foi pego de surpresa com a publicação por não ter sido procurado em nenhum momento para contribuir com o livro que leva seu nome e também por ver documentos internos publicados sem sua anuência. Entendemos que teríamos muito para compartilhar, dado todo o aprendizado dos últimos meses, e lamentamos que isso não tenha sido considerado. Desde que assumimos os compromissos para combater o racismo estrutural no Brasil, a companhia vem sendo pioneira na implementação de um novo modelo de segurança, com a internalização dos agentes de prevenção. Foi um compromisso assumido publicamente e fielmente cumprido, e estamos totalmente abertos a dividir nossos aprendizados. Somos favoráveis à discussão do atual modelo de segurança privada no país e sempre estivemos à disposição para dialogar com diversas organizações e entidades, de forma que todos possam construir, juntos, um novo cenário de segurança e combate ao racismo no Brasil. O Carrefour manteve, desde o incidente em Porto Alegre, uma postura absolutamente transparente e colaborativa, tendo implementado os diversos compromissos públicos anunciados, e celebrado, em tempo recorde, termo de compromisso com autoridades públicas, no valor de R$ 115 milhões, com diversas ações em prol da igualdade racial.”

O assassinato de João Beto

João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, foi assassinado no estacionamento de uma loja do grupo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. João Alberto foi espancado e morto por dois seguranças do próprio supermercado, de origem francesa, na noite de 19 de novembro do ano passado, véspera do Dia da Consciência Negra, em frente a outros clientes.

A cena foi registrada com câmeras de celulares, e suas imagens rodaram a internet, causando indignação em todo o mundo.

O Carrefour Brasil disse que o dia 20 de novembro foi “o mais triste” de sua história no país, rompeu contrato com a firma que prestava segurança na loja, e lançou um processo de “revisão completa” de seus protocolos e treinamento, segundo o presidente do grupo na França, Alexandre Bompard.

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