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Carnes e açúcar pressionaram preços na ‘porta das fábricas’ em novembro

Bruno Villas Bôas

Alimentos foram os principais responsáveis pela aceleração do Índice de Preços ao Produtor em novembro, aponta IBGE Com o aumento de preços de carnes e açúcar, os alimentos foram os principais responsáveis pela aceleração do índice de Índice de Preços ao Produtor (IPP) em novembro, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados da pesquisa mostram que os preços dos alimentos na “porta das fábricas”, sem impostos e sem frete, avançaram 3,84% em novembro, após alta de 2% no mês anterior. Os alimentos responderam assim por 0,79 ponto percentual do IPP, que mostrou elevação de 0,91% em novembro, após 0,60% em outubro.

O quilo das carnes (bovina e suína) ficou mais caro nos últimos meses com a peste suína africana, que matou parte do rebanho da espécie na China. O gigante asiático passou a demandar mais proteína do restante do mundo, provocando aumento de preços.

Embarque de açúcar no porto de Santos: variedade VHP, voltada à exportação, é sensível ao câmbio

Paulo Fridman/Bloomberg News

Além da carne, o açúcar VHP ('very high polarization', mais voltado para exportação) registrou aumento de preços em novembro pelo IPP. Por ser exportado, esse tipo de açúcar é sensível ao movimento do câmbio. A depreciação do real também influencia preços de processados de soja.

Desta forma, os bens de consumo semi e não duráveis mostraram alta média de preços de 2,11% em novembro, a maior entre as grandes categorias econômicas. Também avançaram bens de capital (0,38%), bens intermediários (0,34%) e bens de consumo duráveis (0,45%).