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Carne cultivada em biorreatores pode chegar aos EUA em 2022

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Uma startup israelense quer substituir galinheiros, celeiros e abatedouros por biorreatores para produzir carne à base de células para comensais nos Estados Unidos.

A Future Meat Technologies está em negociações com reguladores dos EUA para começar a oferecer seus produtos em restaurantes até o final do próximo ano. A empresa acaba de inaugurar o que chama de primeira instalação industrial de carne celular do mundo, que será capaz de produzir 500 quilos por dia.

“Desde o início, nosso principal foco foi aumentar a escala e reduzir custos para ter um produto comercialmente viável”, disse o CEO Rom Kshuk em entrevista.

O setor de carne cultivada, que produz proteínas como carne bovina e de frango por meio do cultivo de células em vez do abate de animais, agora abrange mais de 75 empresas. Com fábricas piloto agora trazendo a tecnologia dos laboratórios, a Eat Just se tornou a primeira empresa a vender frango cultivado a partir de células em um restaurante em Singapura.

Desde os primeiros protótipos, startups conseguiram cortar custos em 99% e, se os consumidores aceitarem esses produtos, o mercado pode chegar a US$ 25 bilhões em 2030, disse a McKinsey & Co. em relatório na semana passada. Mas, para competir com a carne convencional, os custos precisam ser reduzidos ainda mais.

A Future Meat Technologies, que levantou US$ 43 milhões com investidores como Tyson Foods, Archer-Daniels-Midland e S2G Ventures, diz que tem o menor preço para o peito de frango de carne cultivada. A empresa conseguiu cortar o custo para US$ 4 por 100 gramas, uma fração do preço original, e planeja reduzir o custo pela metade novamente até o final de 2022, disse Kshuk.

As instalações da empresa, localizadas na cidade israelense de Rehovot, podem produzir carne cultivada de frango, suíno e cordeiro, e a produção de carne bovina deve ocorrer em breve.

Ainda assim, a unidade é pequena em comparação com algumas processadoras de carne convencionais, algumas das quais abatem milhares de animais por dia. O Good Food Institute disse que a produção de carne cultivada precisará somar milhões de toneladas por ano para evoluir da demonstração para a fase industrial.

A Future Meat tem como aumentar a escala das linhas de produção e replicar a instalação em outro lugar, disse Kshuk. A empresa tem como foco o mercado dos EUA - que tem uma das maiores taxas de consumo de carne do mundo - antes de se expandir para a Europa e China. A empresa ainda não decidiu que tipo de carne vai começar a oferecer.

Outras empresas, como BlueNalu, Upside Foods e Eat Just, manifestaram a intenção de vender produtos à base células nos Estados Unidos. Como essas rivais, a Future Meat precisa obter a aprovação do Departamento de Agricultura dos EUA e da agência FDA, que regula alimentos e fármacos, antes de oferecer seus produtos ao mercado. Kshuk está otimista, embora atingir a paridade de preços com a carne convencional provavelmente leve alguns anos.

“Visamos reduzir o custo mais, mais e mais”, disse o CEO. “O objetivo não é ter um produto premium. Na verdade, trata-se de encontrar uma forma alternativa de produzir carne.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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