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Consumo de carne pelo brasileiro é o menor desde 1996, diz entidade

·2 min de leitura
De acordo com a Conab, consumo per capita de carne bovina caiu quase em 20 quilos de 2006 para cá (REUTERS/Amanda Perobelli)
De acordo com a Conab, consumo per capita de carne bovina caiu quase em 20 quilos de 2006 para cá (REUTERS/Amanda Perobelli)
  • Ciclo pecuário e escassez de chuvas estão entre as causas principais

  • Em 2006, houve um pico de consumo per capita de 42,8 quilos

  • Cenário deve mudar em "um futuro próximo"

Que o consumo de carne bovina entre os brasileiros diminuiu, isso já não é tão novidade assim. No entanto, o que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) conseguiu levantar pode assustar um pouco. Afinal, o consumo per capita deste tipo de alimento atingiu seu menor número em 25 anos, fechando 2021 com 26,5 quilos por habitante - uma queda de quase 40% se comparado ao ano de 2006, quando houve um pico de 42,8 quilos. Isso, é claro, é reflexo do alto preço das carnes e também do menor poder de compra das pessoas.

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Cenário brasileiro

O baixo consumo de carne bovina no Brasil se deve a dois grandes fatores: o encarecimento dos cortes da própria carne e também a queda no poder de compra das pessoas - consequência do avanço da inflação (que pode fechar o ano em nada menos que 10,74% até novembro) e do desemprego. Para o Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), no entanto, o futuro pode reservar boas perspectivas. “Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam. A tendência de percepção de mais saúde [ao consumir a proteína] também será forte na carne bovina”, disseram, em entrevista ao Valor Econômico.

Influência de fatores externos

Ainda segundo a CiCarne, além do o efeito do ciclo pecuário - quando há menos animais disponíveis para abate (com eles recuando 10,7% no último ano), a escassez de chuvas nos principais polos produtores também afetou a engorda. Isso foi responsável pela manutenção dos altos preços da carne de boi, que se manteve acima de R$ 300 a arroba, mesmo com o consumo do brasileiro diminuindo gradativamente. Até por isso, a retomada não deve ocorrer em um curto prazo.

Isso também se deve ao fato de que, mesmo que a economia reaqueça em 2022, inflação e desemprego devem continuar altos e pressionando o consumo de carne bovina no país. De acordo com os especialistas, as margens dos frigoríficos devem continuar apertadas no próximo ano, com falta de vacas para abate e com alta demanda de bois - que continuará com seu preço valorizado.