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Carne brasileira é alvo de protecionismo e desinformação nos EUA, diz CNA

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma bandeja de carne moída. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma bandeja de carne moída. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP, RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Produtores nos Estados Unidos adotam postura protecionista em relação à carne brasileira ou estão desinformados sobre a qualidade desse produto. A afirmação é da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em resposta ao pedido NCBA, a poderosa federação dos produtores norte-americanos, para impedir a entrada de carne brasileira no país

Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), a CNA afirma que o Brasil cumpriu todos os trâmites da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) para tratar dos dois casos atípicos de vaca louca no país e não há embasamento técnico para a restrição defendida pela NCBA (Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos).

A tentativa de boicote do produto brasileiro foi antecipada pela coluna Vaivém das Commodities do jornal Folha de S.Paulo.

Para impedir a importação, a NCBA alega que o Brasil não tem agilidade para comunicar problemas sanitários à OIE. A entidade cita os dois casos atípicos de vaca louca que ocorreram em Minas Gerais e em Mato Grosso.

Na nota, CNA reafirma que não houve qualquer caso de forma típica de vaca louca no Brasil, tanto que OIE não notificou o país sobre qualquer irregularidade. A CNA ainda reforça que, graças ao trabalho do governo brasileiro, o país tem forte sistema de defesa sanitária status e é zona livre de doenças como a febre aftosa.

"O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, comercializando o produto in natura para mais de 100 países. Esse número reforça afirmativa de que cumprimos todas as exigências sanitárias firmadas pelos países que importam nosso produto."

A CNA afirma ainda que nunca houve nenhum caso típico de vaca louca, diferente dos EUA, que apresentaram três casos da doença em 2003, 2005 e 2012.

Leia a íntegra da nota.

*

Com relação ao pedido da Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos

(NCBA), encaminhado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

para impedir a entrada da carne brasileira no mercado norte-americano temos que:

O Brasil nunca teve qualquer caso de forma típica da Encefalopatia Espongiforme

Bovina, o mal da vaca louca;

A legislação brasileira proíbe o uso de qualquer proteína animal para alimentação

bovina, única causa de contaminação da doença pelos animais;

Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos apresentaram três casos típicos da doença

nos anos de 2003, 2005 e 2012;

Em relação aos casos atípicos da vaca louca, o Brasil cumpriu todos os trâmites

exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE);

A OIE não notificou o Brasil sobre qualquer ação irregular cometida pelas autoridades

sanitárias nacionais;

O Brasil tem um forte sistema de defesa sanitária, graças ao trabalho do governo

brasileiro, em conjunto com os produtores rurais. O trabalho é reconhecido pela

própria OIE, que nos últimos anos concedeu ao Brasil o status de zona livre de doenças

como a febre aftosa e de risco insignificante para a vaca louca;

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, comercializando o produto in

natura para mais de 100 países. Esse número reforça a afirmativa de que cumprimos

todas as exigências sanitárias firmadas pelos países que importam nosso produto.

Diante deste contexto, entendemos que, ou a NCBA está desinformada ou adota a

postura protecionista com viés econômico e sem nenhum caráter sanitário.

A CNA condena qualquer medida arbitrária que vá contra os pilares do comércio internacional. Assim, repudia a conduta adotada pela entidade americana.

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