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Carnavalesco Laíla é enterrado em cerimônia com homenagens e cantoria no cemitério do Caju

·3 minuto de leitura

RIO - O corpo do carnavalesco Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, que morreu na última sexta, foi enterrado na manhã deste sábado no cemitério São Francisco Xavier, no Caju. Amigos, familiares e personalidades do mundo do samba puderam se despedir do carnavalesco que fez parte de escolas como Beija-Flor, Vila Isabel, Unidos da Tijuca e União da Ilha, entre outras. Entre eles estavam a viúva Marli da Silva Ribeiro, a carnavalesca Rosa Magalhães e a passista Selminha Sorriso.

Na cerimônia, o atual diretor de carnaval da Liesa e ex-presidente da Mangueira Elmo José dos Santos pediu a palavra e prestou sua homenagem ao amigo.

"Acho que todas as escolas de samba beberam um pouquinho nesta fonte do Laíla. Porque ele era um baluarte já não era de nenhuma escola, ela era do mundo do samba. Porque sempre defendeu com unhas e dentes a nossa bandeira. Hoje, estamos perdendo um pouquinho da nossa referência do samba", lamentou o diretor, que completou: "Com certeza, lá no céu está tendo a maior festa. Porque as escolas de samba do céu estão fortalecidas. E certamente a nossa se enfraqueceu um pouquinho. Eu aprendi uma frase que um grande mestre Dejair, que dizia: 'Devemos respeitar os grandes mestres do passado, pois o livro que se aprende nunca se deixa abandonado. Meu professor, que Papai do Céu te coloque no lugar mais lindo, por tudo que o senhor fez para o mundo do samba".

Antes do sepultamento, os amigos e familiares bateram palmas e cantaram uma última música para Laíla. Eles escolheram "Não deixe o samba morrer", clássico do gênero que fez sucesso nas vozes de cantoras como Alcione, Cássia Eller, Maria Rita, entre outras.

Laíla foi mais uma vítma da Covid-19, aos 78 anos. Ele estava internado desde o último fim de semana no no Hospital Israelita Albert Sabin, no Maracanã, Zona Norte do Rio.

Lamento e homenagem nas redes

Nas redes sociais, nomes do samba prestaram a sua homenagem ao carnavalesco. A rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis, Raissa de Oliveira escreveu em sua de Instagram e lembrou como ele foi importante na sua trajetória na escola.

"Não sei se este é momento certo para me expressar… faltarão palavras para eu descrever tudo o que o senhor representa na minha vida. A Raissa de Oliveira passou a existir graças ao senhor. A minha vida mudou desde que o senhor me tirou da ala das passistas e me colocou à frente da bateria da nossa amada Beija-Flor de Nilópolis com o aval do tio Anízio, juntos vocês apostaram no meu talento. Foi a partir daí que a menina da comunidade se tornou a rainha que o mundo conheceu, foi assim que eu tive a oportunidade de conhecer boa parte do mundo também", escreveu Raissa.

Laíla teve três passagens marcantes pela Beija-Flor de Nilópolis, entre 1975 e 1980, 1987 e 1992 e, por fim, 1994 e 2018.

Outras perdas do samba

Além de Laíla, morreu também na última sexta o Mestre Mug, que comandou a bateria da Unidos de Vila Isabel por 30 anos. Amadeu Amaral, de 70 anos estava internado no hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), se internou em março para tratar de uma hérnia de disco na lombar e na cervical, mas teria contraído uma bactéria no pulmão.

Outros grandes nomes do samba, como Nelson Sargento e Dominguinhos do Estácio também morreram nas últimas semanas e deixam saudades no mundo do carnaval carioca.

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