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Carlos Neder, médico e fundador do PT, morre de Covid em São Paulo

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO — Ex-deputado, vereador e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), o médico Carlos Neder morreu neste sábado em São Paulo, aos 67 anos. Neder estava internado na capital paulista desde 8 de agosto, em decorrência da Covid-19.

Em nota, o PT afirmou que Neder “deixa um legado na vida do estado de São Paulo, defendendo a educação, a ciência e a reforma agrária popular”. Segundo a legenda, o político “revolucionou a capital como secretário de Saúde no governo da prefeita Luiza Erundina” e “ampliou acesso e serviços, enquanto fortaleceu a democracia e participação popular na política”.

O partido lamentou ainda que a morte de um de seus fundadores “é mais uma consequência da política genocida que levou mais de 590 mil brasileiros à morte”. E concluiu dizendo que “sua história viverá como exemplo de generosidade, lealdade e compromisso com a classe trabalhadora”.

Carlos Neder, de 67 anos, era médico formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Saúde Pública pela Unicamp. Nasceu em Campo Grande, no Mato Grosso do Syul, e veio para São Paulo em 1970, tendo ingressado na Faculdade de Medicina da USP em 1973.

Foi eleito deputado estadual em São Paulo, em 2005, e, atualmente, exercia seu terceiro mandato, todos pelo Partido dos Trabalhadores. Atuava em movimentos populares desde os anos 70 e foi secretário municipal de saúde durante a gestão de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo (1990-1992).

Ele exerceu ainda quatro mandatos como vereador na capital paulista, a partir de 1996. Na Assembleia Legislativa, apresentou mais de 60 projetos e foi autor de leis que instituem fóruns de saúde, como o Fórum Suprapartidário em Defesa do SUS e da Seguridade Social. Também foi autor da lei que institui o Quesito Cor nos bancos de dados ligados ao governo estadual – uma antiga reivindicação do movimento social contra o racismo.

Na Câmara, apresentou inúmeros projetos que resultaram na aprovação de programas como Banco do Povo (crédito para pequenos empreendedores), Educomunicação (rádio nas escolas), Prevenção de Violência nas Escolas, Conselhos Gestores do SUS, dos parques e dos CEUs (participação da comunidade nas ações públicas).

Tanto na Assembleia quanto na Câmara, Neder sempre atuou como fiscalizador do Executivo. Investigou e denunciou esquemas de corrupção, como o escândalo nas licitações para compra de frango para a merenda escolar e a fraude das carteiras de habilitação do Detran-SP.

O Coletivo Cidadania Ativa também publicou nota em homenagem a Neder.

"Generoso, chato, empático, respeitoso, comprometido, tímido, leal, atento, persistente, teimoso, inteligente. Deixou seu legado na história do Estado de São Paulo, defendendo a educação, a ciência, a reforma agrária popular. Revolucionou a capital como Secretário de Saúde do governo Luiza Erundina, ampliando serviços ao mesmo tempo que fortalecia os instrumentos de democracia e participação popular na política. Foi um dos fundadores do PT e se dedicou a lutar pelas bandeiras históricas do partido", diz o texto do coletivo.

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