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Carlos Ghosn pode ter sua história contada no Netflix

feedback@motor1.com (Khalil Bouguerra)
Carlos Ghosn x Netflix

Jornal francês diz que negociação foi feita meses antes do executivo fugir do Japão

Depois de todo o caso envolvendo Carlos Ghosn, o ex-CEO da NissanRenault e Mitsubishi, agora o jornal francês Le Monde diz que ele teria fechado um contrato exclusivo com a Netflix. O brasileiro teria feito isso para "controlar o cenário em que sua história será contada". A publicação não dá mais detalhes sobre a produção, e então não sabemos se será uma série ou um filme.

Caso seja verdade, isso abre várias possibilidades e até perguntas sobre o quanto a Netflix já teria filmado os acontecimentos. Será que ela teria imagens de Ghosn lidando com a justiça japonesa? Os diretores teriam algo sobre a fuga dele do Japão para o Líbano? Saberemos as respostas nos próximos meses, mas uma coisa é clara: o executivo não perde a chance de fazer um bom negócio.

Relembre o caso

A rede ABC relatou há alguns dias que Carole Ghosn, esposa do executivo, teria dito de forma irônica que a fuga de seu marido "poderia ser tema de um programa na Netflix". Aparentemente, foi um pouco mais do que uma brincadeira.

Carlos Ghosn foge do Japão

Caso você ainda não saiba, Carlos Ghosn fugiu do Japão há alguns dias, onde estava em prisão domiciliar, indo para o Líbano. O ex-chefe da Aliança Renault-Nissan foi alvo da justiça japonesa sob a acusação de enriquecimento ilícito usando as finanças da Nissan, declarando um salário abaixo do real e usando dinheiro da empresa para contas pessoais. Ele sempre declarou ser inocente e, na declaração dada por Ghosn após a fuga, ele diz que não estaria fugindo da justiça, mas sim "da injustiça do sistema japonês".

Ainda há muito mistério sobre como o executivo conseguiu fugir das autoridades japonesas. Relatos iniciais divulgados pela mídia libanesa diziam que ele teria usado uma empresa privada de segurança para escapar, se escondendo em uma caixa de transporte de instrumentos musicais - a empresa contratada teria usado agentes disfarçados como uma banda de música clássica.

O que se sabe é que ele foi primeiro para a Turquia, entrando no país com um passaporte francês que ele teria de reserva. De lá, pegou um jato direto para o Líbano, aproveitando que tem cidadania no país. A Interpol então fez um pedido ao governo libanês para que prendesse Ghosn, mais ainda não houve resposta das autoridades daquele país. Novas informações deverão ser divulgadas pelo próprio Ghosn numa coletiva que ele marcou para o próximo dia 8, quarta-feira.