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Carlos Decotelli volta a sofrer pressão para deixar Ministério da Educação

Matheus Schuch e Marcelo Ribeiro

Depois de ganhar sobrevida com uma mensagem elogiosa do presidente Jair Bolsonaro, publicada na noite passada, o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, voltou a sofrer pressão para deixar o cargo. Auxiliares do presidente acreditam que as inconsistências no currículo se agravaram hoje com a declaração da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de que Decotelli atuou como professor colaborador junto à instituição, e não de forma efetiva, como o mesmo sugerira.

Além da ala ideológica do governo, que já pressionava pela saída de Decotelli, alguns militares que o apoiaram na semana passada, antes da nomeação, agora evitam se expor para defender a permanência.

A cerimônia de posse de Decotelli, que seria nesta tarde, foi suspensa Bolsonaro está avaliando outros nomes para o MEC e interlocutores do presidente acreditam que ele não manterá a nomeação, para evitar ainda mais atritos.

Ao postar um texto sobre o caso, ontem, Bolsonaro elogiou a trajetória de Decotelli, mas evitou garantir a permanência dele na pasta.

“Desde quando anunciei o nome do Professor Decotelli para o Ministério da Educação só recebi mensagens de trabalho e honradez. Por inadequações curriculares o professor vem enfrentando todas as formas de deslegitimação para o Ministério”, escreveu o presidente. “O Sr. Decotelli não pretende ser um problema para a sua pasta (Governo), bem como está ciente de seu equívoco. Todos aqueles que conviveram com ele comprovam sua capacidade para construir uma Educação inclusiva e de oportunidades para todos”.