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Carlos Brito diz que espera continuar na AB InBev por ‘muitos trimestres’

Cibelle Bouças
·3 minuto de leitura

Presidente do conglomerado de cervejas minimizou os rumores sobre sua saída do grupo e destacou os resultados de processos de inovação na companhia O presidente da Anheuser-Busch InBev (AB InBev), Carlos Brito, disse em teleconferência para analistas e investidores que espera continuar na companhia por muitos trimestres. A afirmação foi feita após questionamentos sobre a saída do executivo, noticiada em jornais como “The Wall Street Journal” e “Financial Times”, citando fontes a par do processo de sucessão. “Existem muitos rumores. Não confirmamos nada. Nós vamos continuar aqui comentando sobre os resultados da companhia durante muitos trimestres”, afirmou Brito. Carlos Brito, presidente da AB InBev, diz que ficará na companhia por "muitos trimestres" AP Photo/Yves Logghe Brito afirmou hoje que o foco em inovações ajudou a companhia a acelerar suas vendas durante o terceiro trimestre no Brasil. O executivo disse que as inovações também ajudaram a empresa a recuperar participação de mercado nos Estados Unidos. “As inovações representaram US$ 5 bilhões da receita da companhia no mundo”, afirmou Brito. Esse valor equivale a 39% da receita da companhia no terceiro trimestre. No ano passado, esse índice era bem menor, de 9,6%, de acordo com o executivo. Além do lançamento de novos rótulos e bebidas, o executivo destacou os esforços da companhia para digitalizar sua operação e acelerar as vendas on-line. “Tivemos um volume incrível de inovações. No Brasil, as inovações que levavam dois anos para serem lançadas agora são lançadas em alguns meses”, afirmou Brito. O executivo disse que a companhia vai continuar trabalhando em inovações centradas nos interesses dos consumidores. Questionado sobra a redução nas margens de lucro do terceiro trimestre, o executivo disse considerar que a empresa está na direção certa ao investir em inovações e no crescimento de participação de mercado. “A margem de lucro é importante, mas não é a única métrica importante”, afirmou o executivo. Para 2021, o Brito afirmou que espera pressões de custos relacionados a perdas com variação cambial e a custos mais altos de produção com o aumento da demanda por cerveja em lata. Questionado sobre a suspensão das festas de Carnaval no Brasil no começo de 2021, o executivo disse que o Carnaval é muito importante para o setor no Brasil, mas não é o único fator que estimula vendas de cerveja no começo do ano. “Além do Carnaval, existe o verão, as férias de janeiro. O Carnaval é um elemento adicional no estímulo à demanda, mas não é a única coisa que importa”, disse Brito. O executivo acrescentou que a realização de transmissões on-line de shows e a volta dos eventos esportivos têm ajudado a estimular o consumo de cerveja em casa. Dívidas A AB InBev informou ter resgatado US$ 11,4 bilhões em dívidas de curto prazo durante o terceiro trimestre, como parte dos esforços da companhia para reduzir a sua alavancagem. A companhia não divulgou qual foi o nível de endividamento alcançado no terceiro trimestre. A Bryan Garnier estimou que a companhia tenha atingido no período uma dívida líquida de US$ 85 bilhões, segundo informou a agência Dow Jones Newswires. O diretor financeiro Fernando Tennenbaum disse que a companhia deve chegar ao fim do ano de 2020 com um endividamento equivalente a cerca de 4 vezes o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). No segundo trimestre, esse índice era de 8,6 vezes. Tennenbaum acrescentou que a companhia mantém a meta de reduzir o endividamento para 2 vezes o Ebitda no longo prazo. Por causa desse compromisso e das incertezas de mercado relacionadas à pandemia de covid-19, a companhia não fez a tradicional distribuição intermediária de dividendos. “Estamos sendo conservadores por causa da volatilidade do mercado relacionada à pandemia e dos nossos compromissos financeiros. Devemos anunciar em fevereiro de 2021 a distribuição de dividendos deste ano”, disse o executivo.