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Carla Zambelli é 'vitrola parlamentar ideológica' e faz papel de 'mãe Dináh' da PF, diz João Doria

Crítica de Doria acontece após uma postagem de Zambelli na qual ela sugere que a PF execute ações em São Paulo. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), classificou a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), aliada de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como uma “vitrola parlamentar ideológica” e afirmou que ela exerce o papel de “mãe Dináh” da PF (Polícia Federal).

“A deputada Carla Zambell prefere cumprir o papel de Mãe Dináh ao invés de cumprir seu papel de parlamentar. Ela trata a Polícia Federal como polícia privada. A deputada Zambelli não tem cargo nem mandato na PF, muito menos para ser porta-voz ou antecipar atos em qualquer lugar, seja em São Paulo ou em outra parte do Brasil. E se ela estiver exercendo ilegalmente essa função, estamos falando de uma polícia política”, afirmou o governador.

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A crítica de Doria, feita na abertura da coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira (10), acontece após uma postagem de Zambelli na qual a deputada aparece em uma charge como “Zambelli Vidente” e sugere que a PF execute ações mirando o governo de São Paulo.

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Nesta manhã, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), foi alvo em operação com o objetivo de apurar fraudes na compra de respiradores pulmonares. O inquérito corre sob sigilo. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal, após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O relator do caso, ministro Francisco Falcão, autorizou ainda o bloqueio de R$ 25 milhões do governador e de outros sete envolvidos.

Doria ainda destacou que as ações do governo de São Paulo no combate à pandemia do novo coronavírus no estado são fiscalizadas pelos órgãos responsáveis, como MP (Ministério Público), TCE (Tribunal de Contas do Estado) e Ouvidoria.

“São Paulo tem todas suas ações fiscalizadas pelos órgãos fiscalizadores e que tem competência para realizar fiscalizações das contas públicas. Ouvidoria, Ministério Público, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça. São Paulo não precisa de vitrola parlamentar ideológica e nem de uma deputada que prefere engraxar as botas dos militares, especialmente do seu chefe, o presidente da República”, completou o tucano.