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Cargill vê mercado de alimentos mais complexo e busca ampliar diversificação

Por Ana Mano e Marcelo Teixeira
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Por Ana Mano e Marcelo Teixeira

SÃO PAULO/NOVA YORK (Reuters) - O grupo global de processamento de alimentos e comercialização de commodities Cargill planeja ampliar a diversificação, ao investir em produtos mais elaborados e de maior valor agregado que possam atender à demanda dos consumidores em um mercado cada vez mais complexo, disse à Reuters um executivo da companhia.

O diretor-geral de amidos e adoçantes na América do Sul, Laerte Moraes, afirmou que a empresa continuará a investir em novos produtos enquanto busca equilibrar negócios que envolvem grandes volumes e margens baixas e a sua presença em setores de mercado com volumes mais reduzidos e preços mais elevados.

"Os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos que atendam às especificações que eles procuram", disse Moraes em entrevista à Reuters na noite de quarta-feira.

"No passado, nós costumávamos ter um mercado de nicho nisso...agora nós temos dezenas."

A diversificação reflete a necessidade de adaptar-se a novos hábitos de consumo e às exigências de clientes industriais quanto à rotulagem e sustentabilidade nas cadeias de suprimento. Existe também um mercado em expansão para adoçantes de baixa caloria e produtos com menos gorduras trans e gorduras de baixa saturação.

A Cargill está finalizando, por exemplo, a construção de uma nova unidade no Brasil na qual investiu 550 milhões de reais para produção de pectina, um subproduto de frutas cítricas usadas em geleias, bebidas, laticínios e confeitos.

A unidade, que fica na cidade de Bebedouro, atenderá principalmente mercados de exportação e deve entrar em operação em maio.

Moraes disse que as vendas de ingredientes de alimentos nas Américas do Sul e do Norte estão basicamente nos mesmos níveis do ano passado, apesar da pandemia de coronavírus.

No Brasil, o auxílio emergencial pago em dinheiro durante a pandemia impulsionou as vendas de alimentos em todos os segmentos, mas há dúvidas sobre o que acontecerá nos próximos meses, quando essas políticas terminarem, disse o executivo.

Cerca da metade dos negócios da Cargill no Brasil ainda está associada à parte de comercialização de commodities do grupo, disse Moraes.