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Cargas dos EUA são canceladas com controle da China sobre milho

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A China decidiu limitar algumas importações de milho em meio à preocupação de que as compras externas saíram do controle, o que levou várias fábricas de ração a cancelarem cargas dos Estados Unidos.

Autoridades alfandegárias chinesas estão restringindo importações para zonas de livre comércio, que não são incluídas em uma cota oficial de compra anual, segundo pessoas com conhecimento do assunto. O total de cargas de milho canceladas dos EUA é estimado em menos de 1 milhão de toneladas, disseram duas das pessoas, que não quiseram ser identificadas.

O alvo são empresas que estabeleceram fábricas de mistura nas zonas de livre comércio, segundo as fontes. Essas unidades permitem que as empresas misturem o milho importado com outras matérias-primas para produzir ração, o que lhes permite lucrar com as importações de tarifa zero, disseram as pessoas. Ligações para a alfândega chinesa fora do horário comercial não foram atendidas.

Essas remessas canceladas representam um pequeno volume em comparação com os mais de 20 milhões de toneladas de milho americano que a China comprou nesta temporada. O país asiático tem sido a principal fonte de demanda do grão usado para alimentar o rebanho de suínos em reposição, o que impulsionou os preços para os maiores níveis dos últimos anos. As importações com origem nos EUA dispararam, pois o governo de Pequim também busca cumprir os compromissos de acordos comerciais.

A China aloca cotas anuais de importação de milho para empresas estatais e privadas. Em algumas ocasiões, a estatal Cofco pode receber autorização para comprar um volume adicional que é revendido no mercado interno para usinas privadas ou para reabastecer as reservas estatais.

As cotas para 2021 são de 7,2 milhões de toneladas. Importações fora da cota são possíveis, mas podem incorrer em tarifas de até 65% do preço da compra. Os embarques para zonas de livre comércio estão isentos de impostos.

A proliferação de empresas que enviam milho para zonas alfandegadas e misturam o grão para a fabricação de ração chama a atenção de autoridades, que buscam controlar as importações e manter a qualidade dos produtos alimentícios.

No mês passado, a província de Shandong suspendeu as operações de um produtor de ração em uma zona de livre comércio pois o nível de proteína do produto da empresa estava abaixo dos padrões. A fábrica misturou milho com uma baixa quantidade de grãos secos de destilaria, ou DDGS na sigla em inglês, disse uma das pessoas.

Todos os cancelamentos correspondem à safra de milho dos EUA da temporada 2020-21, disseram as pessoas. Mais de 15 milhões de toneladas de milho americano foram compradas para estoques do governo de safras novas e antigas, disseram duas pessoas.

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©2021 Bloomberg L.P.

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