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Caranguejo encontrado em âmbar viveu com os dinossauros há 100 milhões de anos

·1 min de leitura

Cientistas acabam de revelar a descoberta do primeiro caranguejo do planeta, que teria vivido junto aos dinossauros. O crustáceo, que estava muito bem preservado em âmbar, viveu há cerca de 100 milhões de anos.

O caranguejo conta com a anatomia de suas brânquias intactas, fazendo com que a descoberta traga informações interessantes sobre a vida do animal e como os caranguejos atuais se diferem dos parentes do passado. De acordo com a pesquisa, as guelras do caranguejo, batizado de Cretapsara athanata, estão em ótimas condições, e a estrutura corporal indica que a criatura tinha um estilo de vida parecido com o de um anfíbio ou de um animal de água doce. Nesse caso, portanto, existe uma distância evolutiva das espécies marinhas atuais.

<em>Foto: Lida Xing</em>
Foto: Lida Xing

Javier Luque, líder do estudo, conta que a descoberta mostra que caranguejos já habitavam a água doce no início do Cretáceo Superior, o que traz um fechamento para uma lacuna de cerca de 50 milhões de anos no registro fóssil. "Também nos diz que os verdadeiros caranguejos conquistaram os habitats não marinhos de forma independente diversas vezes em meados do Cretáceo", diz o pesquisador.

O âmbar em que o caranguejo foi encontrado estava em um lote de peças comerciais de âmbar bruto, reunidas por mineiros e vendidas a um comerciante de pedras preciosas ainda em 2015. A descoberta aconteceu somente quando a peça foi polida, sendo então adquirida pelo Longyin Amber Museum na província de Yunnan, na China.

<em>Imagem: Reprodução/Javier Luque/Science Advances</em>
Imagem: Reprodução/Javier Luque/Science Advances

Os próximos passos dos pesquisadores será investigar o processo de carcinização, um fenômeno evolutivo que classifica como um crustáceo evoluiu para a forma semelhante a de um caranguejo. O estudo foi publicado na revista científica Science Advances.

Fonte: Canaltech

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