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Captações ESG podem dizer adeus ao custo menor, diz Goldman

(Bloomberg) -- Os emissores de grau de investimento nos EUA e Europa que buscam vender títulos atrelados a projetos ambientais, sociais ou de governança podem esquecer o desconto que costumavam ter no custo de captação, segundo o Goldman Sachs.

O chamado prêmio verde, ou ‘greenium’, sumiu. Agora não há diferença de custos entre colocação de dívida convencional e títulos vinculados a esforços ESG, depois de ajustes para fatores como setor, classificação de risco e vencimento, assim como cenário macro, disseram os analistas do banco.

“A onda do greenium acabou”, disseram em nota os analistas liderados por Michael Puempel e Lotfi Karoui sobre o mercado de dívida ESG, que já atingiu US$ 5,6 trilhões.

Em junho, o custo médio de captações ESG de grau de investimento em dólar era de cerca de 4,8%, em comparação com 5,4% para emissões convencionais, de acordo com análise do Goldman. Mas em novembro, ambos tinham um custo de aproximadamente 6%.

Depois de serem favorecidos por fundos que queriam associar seus nomes à sustentabilidade e boas práticas, os títulos ESG enfrentaram uma piora nos mercados de crédito globais no ano passado, reação política adversa nos EUA e outros países e maior ceticismo dos investidores. Tudo isso ajudou a corroer o ‘greenium.’

Na verdade, os emissores agora têm que oferecer um taxa de juros mais alta em média para vender dívida ESG do que ao emitir dívida tradicional, de acordo com uma análise da BloombergNEF.

A reação política e custos mais altos em 2022 ajudaram a causar o primeiro declínio de vendas no mercado global de dívida sustentável.

As vendas de títulos vinculados à sustentabilidade, que podem ser usados para financiar praticamente qualquer coisa, desde que os tomadores se comprometam a cumprir certas metas ESG, caíram 21%, para US$ 86 bilhões no ano passado.

Investidores como o T. Rowe Price Group e a Nuveen criticaram a estrutura de dívida vinculada à sustentabilidade, apontando para metas que às vezes são tão fáceis de alcançar — ou é quase impossível garantir que sejam cumpridas — que a estratégia de investimento perde o sentido.

O Goldman concorda que as penalidades financeiras, em geral, não “punem o suficiente” para garantir que os emissores tomem medidas para atingir suas metas, e o risco à reputação passa a ser o único mecanismo de incentivo dominante, escreveram os analistas.

Muitos investidores com foco em ESG não estão convencidos de que o risco à reputação será suficiente para garantir que as metas sejam alcançadas.

“Os títulos vinculados à sustentabilidade começaram a perder o brilho”, disseram os analistas do Goldman.

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