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Capitais registram panelaços e gritos contra Jair Bolsonaro em dia com recorde de mortes

Filipe Vidon
·1 minuto de leitura

RIO - Várias cidades pelo Brasil registraram panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro na noite desta quarta-feira. No pior momento da pandemia, as manifestações aconteceram no dia em que o país bateu mais um recorde de mortes por Covid-19: foram 1.840 óbitos contabilizados em 24 horas, segundo as secretarias estaduais de saúde. Um pronunciamento do presidente em cadeia nacional de televisão e rádio era esperado para o horário em que começaram os protestos, às 20h30, mas o discurso foi cancelado.

No Rio de Janeiro, vídeos postados em redes sociais registraram o momento em que o panelaço começou em bairros como Laranjeiras, Leblon, Copacabana, Botafogo e Humaitá, bairros da Zona Sul da cidade. Além das panelas, manifestantes também gritaram palavras de ordem contra Bolsonaro.

Na capital paulista também foram registrados panelaços em vários bairros como Higienópolis e Santa Cecília, região central; Jardins, Paraíso e Moema, na Zona Sul; Barra Funda e Pinheiros, na Zona Oeste. Em alguns lugares, além de bater panelas, moradores também gritavam "Fora, Bolsonaro".

No decorrer do dia, grupos que fazem oposição ao presidente convocaram a população a participar do ato. Houve manifestações nas redes sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Frente Brasil Sem Medo, ligados à esquerda, e do Movimento Vem Pra Rua, mais identificado com a direita.

A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) compartilhou nas redes sociais um vídeo mostrando as manifestações em São Paulo e provocou o presidente: “Bolsonaro fugiu do pronunciamento, mas não pode fugir da indignação dos brasileiros”.

Houve também atos em Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. Na capital do país, o panelaço foi ouvido em áreas da Asa Sul e da Asa Norte, além de gritos como "Fora, Bolsonaro", "Fora genocida" e "assassino".

Veja outros registros das manifestações pelo país: