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CAPES abre 1.800 novas bolsas de pós-graduação em 2020

Nathan Vieira

Na última terça-feira (26), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) assinou um protocolo de intenções para investir R$ 200 milhões nas novas bolsas nos próximos quatro anos, beneficiando cursos de mestrado e doutorado considerados estratégicos e de relevância para o desenvolvimento regional. Tendo isso em mente, haverá 1.800 novas oportunidades em 2020 para quem almeja continuar os estudos depois da graduação. O termo foi assinado em parceria com Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que tem o objetivo de promover uma melhor articulação dos interesses das agências estaduais de fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação no Brasil. A organização representa 26 fundações de amparo à pesquisa.

Vale ressaltar que a definição dos cursos a serem atendidos será responsabilidade de cada estado brasileiro, que deve elencar as áreas que querem priorizar, como, por exemplo, energia, mobilidade urbana, saúde, meio ambiente e gestão. A partir dessa escolha, serão apontados pela Capes os programas de pós-graduação beneficiados. Durante a coletiva de imprensa sobre o protocolo, o presidente da Capes, Anderson Correia, disse que as medidas foram possíveis com a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) neste ano e ampliação do orçamento da Coordenação em 2020. “Vamos fechar o ano com chave de ouro: não apenas descontingenciando recursos, mas também reinvestindo na pós-graduação com foco nas diferenças regionais”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da Confap, Evaldo Vilela, aponta que a iniciativa é uma chance para que os programas melhorem e mudem de patamar. “A pós-graduação na CAPES evoluiu muito, viramos referência mundial. Mas, as necessidades de hoje são diferentes das do início do século. Então, nós temos que nos atualizar através de parcerias”, declarou. A iniciativa soma esforços para a elaboração de um programa de desenvolvimento estratégico da pós-graduação nos estados. Para isso, serão atendidos cursos considerados emergentes e em fase inicial de implantação, com notas 3 ou 4 na avaliação da Capes. A nota máxima dada pela coordenação é 7.

Pelo documento, as duas instituições assumem o compromisso de atuar de maneira articulada para a definição de um programa no prazo máximo de dois meses. Além do aporte de recursos, a Capes coordenará os trabalhos. Caberá ao Confap ajustar as ações a serem planejadas com os reitores, pró-reitores de pesquisa e pós-graduação, Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais e outros órgãos do Sistema Estadual de Pós-Graduação e do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. A expectativa é de que as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais atuem, em conjunto com a CAPES, na seleção das áreas estratégicas dos estados e dos cursos a serem apoiados, além de aportarem recursos de contrapartida – que podem variar de 20% a 50% – com custeio, capital ou bolsas.

Fonte: Canaltech

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