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Capanha pró-vacina do governo do Rio com homem usando máscara de cabeça para baixo repercute até no exterior

Natália Boere
·2 minuto de leitura

RIO - A campanha “O Rio abraça a vacina. O Rio abraça a vida”, feita pelo governo do estado para estimular a vacinação viralizou nas redes sociais. Nada muito digno de comemoração, no entanto... Em um dos anúncios, distribuído em mobiliários urbanos e busdoors, um homem usa a máscara de cabeça para baixo. Um prato cheio para críticas e jocosidades na internet.

A gafe foi apontada no perfil Contagem Coronavírus - Brasil no Twitter na noite deste sábado e, desde então, já tem 157 compartilhamentos, com comentários do tipo "pra ver a situação... Um ano de atraso e desse jeito", "a cara do governo do Rio", "que vergonha". Inclusive, de correspondentes de jornais do exterior, como o francês Le Monde e o inglês The Guardian.

O investidor americano Grant Lingel, há 11 anos no Brasil, foi um dos que fizeram piada da campanha no Twitter. Ele conta que está voltando para Nova York com sua mulher e o filho de 3 anos do casal justamente pela falta de seriedade das autoridades do país no enfrentamento à pandemia. Aos 38 anos, já tem vacina agendada para assim que chegar à terra natal, na semana que vem.

- A situação no Brasil só piora. Após um ano de pandemia, não tem ninguém para identificar esse erro e ensinar o certo para as pessoas. Meu país pisou na bola nos dez primeiros meses, mas pelo menos está melhorando. Aqui, não vejo esforços do governo federal para combater o coronavírus, o que é muito triste. Adoro o Brasil, é a minha casa agora. Mas vamos nos arriscar e pegar um avião neste momento porque aqui não temos mais qualidade de vida - lamenta Grant.

Segundo o blog do jornalista Rubem Berta, a campanha, feita pela agência de publicidade Propeg, lançada no dia 15 de março e no ar até a última sexta-feira, custou aos cofres públicos R$ 13 milhões. Em sua conta no Twitter, a secretaria estadual de Saúde agradeceu "a observação"e pediu "desculpas" por não ter "percebido esse equívoco no uso da máscara na campanha #RioAbraçaVacina".