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Caoa encerrará produção em Jacareí e deve demitir trabalhadores

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Caoa Chery vai encerrar suas atividades em Jacareí (80 km de SP) e deve deixar 485 funcionários desempregados, segundo número informado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos na tarde desta quinta-feira (5).

De acordo com Weller Gonçalves, presidente do sindicato, a montadora informou que demitirá todos os trabalhadores da sua linha de produção, somando 370 cortes, e também deve desligar 50% dos funcionários do setor administrativo, colocando na rua 115 profissionais. Os outros 115 do setor deverão ser realocados. Mais cedo, logo após o anúncio da empresa, o sindicato havia estimado 600 demissões. ​

A Caoa, que anunciou o encerramento temporário das atividades da fábrica nesta quinta, não detalhou o número de demissões. Segundo a montadora, a fábrica passará por mudanças para produção de veículos híbridos e elétricos.

​O encerramento das atividades está sendo debatido entre o sindicato e a empresa. A entidade tenta negociar com a companhia em busca de minimizar o impacto dos cortes na região. Inaugurada em 2014, a fábrica da Cherry em Jacareí foi a primeira da montadora fora da China e produz os veículos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro.

Em nota, a Caoa Chery afirma que a unidade será remodelada e confirma que haverá demissões para que possa fazer as readequações necessárias. "Atenta às demandas globais em relação à mobilidade sustentável, a montadora assume o compromisso com o Brasil e seus consumidores de eletrificar todos os modelos de seu portfólio até o final de 2023", diz.

Além da unidade de Jacareí, a empresa tem outra fábrica, em Anápolis (GO), onde são montados modelos da Hyundai e Chery. A compra de 50,7% da Chery pela Caoa foi feita em 2017, por US$ 2 bilhões na época (cerca de R$ 10,06 bilhões na cotação atual).

Segundo a montadora, a produção será intensificada em Anápolis. A meta de produção de 60 mil unidades neste ano está mantida. Quanto aos funcionários, a Caoa confirma o início das negociações com o sindicato e diz que pagará as verbas rescisórias e demais encargos legais.

"Em relação aos colaboradores da planta de Jacareí, a Caoa Chery está em negociação com os representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região para a definição de um pacote de indenização suplementar, além do regular pagamento das verbas rescisórias legais, seguindo o seu compromisso de respeito aos trabalhadores", informa a nota.

Quanto aos clientes, a Caoa informa que seguirá "prestando atendimento integral" a quem comprou modelos fabricados em Jacareí, mantendo assistência técnica, garantias, peças e serviços em mais de 140 concessionárias no país.

PANDEMIA AFETOU PRODUÇÃO DE VEÍCULOS

Ao sindicato, a empresa afirma que deve parar de produzir o veículo Arrizo no Brasil e deverá importá-lo da China. O motivo é o aumento do frete de contâineres para trazer as peças, que teria subido de R$ 3.000 para R$ 7.000. A produção do outro modelo deverá ser transferida para Anápolis.

Atualmente, os funcionários estão em licença remunerada, após a empresa procurar o sindicato para fazer um processo de lay-off (interrupção temporário do contrato de trabalho). "Nós não concordamos com o fechamento da Caoa Chery e, nesse sentido, a gente precisa fazer um grande debate da desindustrialização do nosso país, especialmente, na região do Vale do Paraíba, diz Gonçalves.

O sindicato fará assembleia nesta sexta (6) com os trabalhadores e deve iniciar uma campanha contra o fechamento. Além disso, uma proposta deverá ser debatida em reunião com a Caoa na próxima terça-feira (10). A intenção é manter os trabalhadores em licença remunerada neste mês de maio, colocá-los em lay- off de junho a outubro e garantir mais três meses de estabilidade de outubro a janeiro, para o assunto voltar a ser debatido.

A pandemia afetou a produção das montadoras no Brasil, que têm se recuperado aos poucos. Em 2021, o sindicato diz que a produção da unidade de Jacareí foi de 14 mil veículos. Em março deste ano, a Caoa Chery foi uma das que anunciou lay-off. Ao todo, a medida atingiria 450 dos cerca de 700 funcionários da época.

Segundo dados do setor, as vendas de veículos leves e pesados em abril mostraram sinais de melhora com a comercialização de 147.256 unidades no último mês, alta de 0,3% em relação a março, que teve dois dias úteis a mais. A média diária de emplacamentos passou de 6.991 para 7.750 unidades por dia no período.

FECHAMENTO DE MONTADORA

Nos últimos anos, com a crise econômica, o fechamento de unidades da Ford marcou o fim de uma era de produção. Em 2019, a montadora anunciou o encerramento de suas atividades na unidade de São Bernardo do Campo (ABC). Um ano depois, foi a vez dos funcionários de Taubaté receberem a notícia do fim das atividades e, em 2021, a montadora anunciou o encerramento de sua produção no Brasil.

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