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Caoa Chery deve suspender demissões de trabalhadores em Jacareí, diz sindicato

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Caoa Chery deverá manter o emprego dos trabalhadores em Jacareí (80 km de SP) até janeiro de 2023, mesmo com o fechamento da fábrica, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José do Campos e Região. A montadora anunciou, na última semana, encerramento temporário das atividades da planta para readequação da fábrica, com demissão de funcionários.

O acordo foi aprovado em assembleia da categoria na manhã desta quarta-feira (11), após reunião com a empresa na terça (10), e prevê que, a partir de 1º de junho, os trabalhadores sejam colocados em regime de lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) até outubro. Além disso, teriam mais três meses de estabilidade, até janeiro de 2023.

A montadora, no entanto, não confirma os termos do acordo e diz que segue em negociação com o sindicato. "A Caoa Chery informa que continua em negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região", informa nota.

Weller Gonçalves, presidente do sindicato, afirma que uma nova reunião será realizada nesta quinta-feira (13) para debater a minuta. Ele diz que, por enquanto, os trabalhadores continuam em licença remunerada no mês de maio, como já estavam desde março deste ano.

Com o lay-off, os cerca de 600 empregados da unidade vão manter os salários e o plano de saúde, mas deverão passar por curso de qualificação no período. Pelo programa de suspensão temporária dos contratos, que só pode ser acionado em crise econômica, parte do salário é paga pela empresa e parte pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

O sindicato afirma que, nas reuniões, a empresa informa que o cronograma de readequação da fábrica vai até 2025. Em reuniões, no entanto, a Caoa teria dito que, se possível, entregará a nova unidade em 2023. Em comunicado, a montadora também afirma que deverá estar com tudo pronto até o final do ano que vem.

Unidade de Jacareí foi a primeira fora da China A unidade da Caoa Chery foi inaugurada em 2014 e é a primeira da marca fora da China. A compra de 50,2% da Chery pela Caoa foi feita em 2017. A ideia, agora, é passar a produzir carros híbridos e elétricos no Brasil. Há ainda outra unidade, em Anápolis (GO), onde são montados carros Chery e Hyundai.

Em Jacareí eram produzidos os veículos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro. A intenção é exportar um deles e reforçar a produção do outro em Anápolis. O sindicato, no entanto, não aceita a exportação. "Nós queremos que seja produzido aqui. É um escândalo falar que vai trazer carro da China, seguir lucrando no Brasil e demitir trabalhadores", diz Gonçalves.

Um dia após o anúncio das demissões, os trabalhadores se reuniram em assembleia, fizeram um protesto e passaram a acampar em frente à fábrica. O acordo a ser assinado é considerado uma vitória da categoria. "Avaliamos como uma grande vitória."

PANDEMIA AFETOU PRODUÇÃO DE VEÍCULOS

A pandemia afetou a produção das montadoras no Brasil, que têm se recuperado aos poucos. Em 2021, o sindicato diz que a produção da unidade de Jacareí foi de 14 mil veículos. Em março deste ano, a Caoa Chery foi uma das que anunciou lay-off. Ao todo, a medida atingiria 450 dos cerca de 700 funcionários da época.

Segundo dados do setor, as vendas de veículos leves e pesados em abril mostraram sinais de melhora com a comercialização de 147.256 unidades no último mês, alta de 0,3% em relação a março, que teve dois dias úteis a mais. A média diária de emplacamentos passou de 6.991 para 7.750 unidades por dia no período.

FECHAMENTO DE MONTADORA

Nos últimos anos, com a crise econômica, o fechamento de unidades da Ford marcou o fim de uma era de produção. Em 2019, a montadora anunciou o encerramento de suas atividades na unidade de São Bernardo do Campo (ABC). Um ano depois, foi a vez dos funcionários de Taubaté receberem a notícia do fim das atividades e, em 2021, a montadora anunciou o encerramento de sua produção no Brasil.

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