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Caoa Chery demite 446 funcionários por telegrama em Jacareí

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SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A montadora Caoa Chery oficializou a demissão de 446 funcionários da fábrica de Jacareí (80 km de SP), depois de não chegar a um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de São José dos Campos e Região. Os profissionais estão sendo informados do desligamento por meio de telegramas.

As correspondências sobre as rescisões dos contratos começaram a chegar nesta quarta-feira (25), segundo representantes dos metalúrgicos. O sindicato diz ter contabilizado 580 telegramas. O fechamento da unidade de Jacareí, a primeira da Chery fora da China, foi anunciado no início de maio.

A montadora afirma ter optado pelo telegrama para evitar gerar insegurança no local, pois um grupo de sindicalistas estaria bloqueando o acesso ao portão da fábrica. Além disso, os funcionários não estão mais frequentando a unidade desde que entraram em licença remunerada, há dois meses.

Na manhã desta quinta-feira (26), um grupo formado por cerca de 200 metalúrgicos de Jacareí e Caçapava (130 km de SP) se reuniu no vão-livre do Masp, região central da capital paulista, para um protesto.

As demissões já haviam sido anunciadas no início de maio, depois que a fábrica encerrou as atividades da unidade para iniciar um processo de remodelação da planta fabril para produção de carros elétricos. Desde então, montadora e sindicato tentavam chegar a um acordo em relação aos desligamentos.

Os metalúrgicos querem que a empresa aceite o lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) já aprovado em assembleia que havia sido aprovado em assembleia, após reunião de negociação com a fábrica. A empresa disse que não pode aderir ao lay-off, pois o processo de restruturação do estabelecimento e do maquinário da fábrica deve levar mais de dois anos para ser concluído.

O comunicado ainda destaca que a suspensão temporária dos trabalhos --admitida na legislação brasileira- destina-se às hipóteses de suspensões das atividades com rápida retomada da produção e do trabalho, o que não seria o caso. "As dispensas de empregados são certas, porque não terão nenhuma função por todos os meses de paralisação da atividade naquela fábrica", segue a nota.

AUDIÊNCIAS NO MPT NÃO TIVERAM RESULTADO

Representantes da empresa e do sindicato participaram de duas audiências mediadas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), mas as partes não chegaram a um acordo. O MPT chegou a propor à Caoa Chery o pagamento de até 20 salários como indenização individual para reduzir o impacto social provocado pelas demissões.

A promotora que mediou o encontrou também sugeriu a manutenção dos planos de saúde e odontológico, e do vale-refeição por período não inferior a 18 meses (um ano e meio), além do compromisso de que, ao reabrir a unidade, a empresa priorize a contratação dos trabalhadores desligados.

No entanto, a Caoa Chery manteve a proposta inicial apresentada à entidade sindical de indenização de até 15 salários para empregados com mais de cinco anos de registro, além das verbas rescisórias pelo encerramento dos contratos. O limite salarial para o cálculo é de R$ 5.000.

Na terça-feira (24), um grupo de cerca de 200 trabalhadores promoveu um protesto de uma hora e meia na fábrica contra a proposta apresentada pela empresa. A montadora considerou o episódio como lamentável e disse que foram registrados danos, apesar de não especificar quais tipos de danos.

Funcionários protestaram dentro da fábrica da Caoa Chery, em Jacareí, contra as mais de 400 demissões; a empresa fechará as portas Roosevelt SINDICATO VAI PROTOCOLAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O sindicato informou que vai protocolar nesta quinta-feira (26) uma ação civil pública na Justiça do Trabalho em Jacareí, pedindo o cancelamento das demissões. A categoria considera os cortes arbitrários.

Weller Gonçalves, presidente da entidade, avaliou o envio dos telegramas como inaceitável. Em um comunicado, ele disse que cobrará medidas do poder público para impedir as demissões.

"Os trabalhadores já demonstraram, em todas as manifestações, que estão dispostos a lutar até o fim para a preservação de seus empregos". Ele ainda afirmou que a entidade tomará as medidas cabíveis contra essas demissões.

Inaugurada em 2014, a fábrica da Chery em Jacareí foi a primeira da montadora fora da China e produz os veículos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro. A empresa tem outra fábrica, em Anápolis (GO), onde são montados modelos da Hyundai e Chery. A compra de 50,7% da Chery pela Caoa foi feita em 2017, por US$ 2 bilhões na época (cerca de R$ 10,06 bilhões na cotação atual).

Segundo a montadora, a produção será intensificada em Anápolis. A intenção da empresa é produzir carros híbridos e elétricos. O fechamento em Jacareí seria temporário, até dezembro de 2023. Ao sindicato, porém, a Caoa Chery afirma que o calendário de alterações pode se estender até 2025, e não há garantias de recontratação.

O fechamento da unidade se soma à crise no setor automotivo, que começou com o fim das atividades da Ford, em São Bernardo do Campo (ABC), em 2019, encerrando uma era de produção no Brasil.

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