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Cantora Rosana lança single com filho rapper e diz que o termo ‘deusa’ a intimida: ‘Não sou nada glamourosa; em cena, é personagem’

Naiara Andrade
·5 minuto de leitura

“Nesse filme sou a deusa que você nunca vai ter/ Eu bem que te avisei”, diz um trecho do single que Rosana lança nesta quinta-feira (dia 28) ao lado do filho, o rapper Davy Fiengo. Sim, a todo-poderosa está de volta com um novo álbum, após 18 anos — o último foi “Rosana”, em 2003. A voz de “O amor e o poder” cita no novo trabalho a alcunha que o megahit dos anos 80 lhe confere até os dias atuais, mas confessa encará-lo com estranheza.

— Esse termo “deusa” é muito intimidador. Meu Deus do céu, eu só cantava a música, não me comprometa (risos). A verdade é que sou bem tímida, uma boba. Palco é uma coisa que me apavora. Eu só sou artista por causa do meu pai (o músico Aldo Fiengo), fiz a vontade dele. Não parece, mas sou muito envergonhada. Eu não gosto de glamour, flashes, quero mais é me esconder. Já me perguntaram por que eu me isolo. Não é qualquer convite de festa que eu aceito, sempre fiz meu trabalho e voltei pra casa. É timidez e medo de decepcionar as pessoas com a minha simplicidade. Não sou nada glamourosa, aquilo ali em cena é uma personagem — afirma ela, que aboliu o “h” do nome artístico, adotado nos últimos anos, e agora é adepta da Conscienciologia: — Não é religião, é um estudo científico, real. A humanidade está precisando de conhecimentos mais profundos. Essa filosofia virou coqueluche na Europa.

Acostumada a morar seis meses no Brasil, seis meses em Zurique, na Suíça, onde mantém uma casa, Rosana diz que permanece em sua residência em Jacarepaguá desde o início da pandemia. E coloca as mãos à obra:

— Prendo o cabelo pra cima com um grampo e, descalça, faço faxina, limpo piscina, cozinho... Faço tudo o que todo mundo faz. Sempre fui horrível no fogão, mas aprendi a preparar uma carne assada com cerveja preta que meu filho adora!

Davy Fiengo é só orgulho da mãe:

— Ela é muito talentosa, uma mulher f..., que marcou a música no Brasil. Eu, como filho, nem acredito! Fico de cara com o que ela conquistou, tem música produzida pelo irmão do Michael Jackson! Eu choro de emoção quando ouço “Doce pecado”, minha preferida do repertório da Rosana. Ela não pode desperdiçar isso, os fãs já estavam sentindo saudade. Desde a adolescência, quando comecei no rap, tinha vontade de fazermos um som juntos. Fico muito feliz de ter incentivado esse retorno da minha mãe. Com tanto problema, a música salva a gente. Somos nós dois por nós.

Rosana conta que o incentivo à carreira de rapper do herdeiro foi uma das suas motivações para embarcar no novo trabalho.

— Eu me afastei da mídia, por várias razões, e não ia voltar. Voltei para dar uma força para o meu filho. Ele manda bem no rap, não é papo de mãe. Na verdade, eu não queria que Davy seguisse por esse caminho. A vida do artista no Brasil é muito sacrificada. Eu, por exemplo, sempre fui muito atacada, sempre fizeram muita polêmica com meu nome e com meu repertório. Sofri muito e não queria que ele passasse por isso — desabafa: — Mas acontece que ele ama fazer rap, e eu não tive saída senão apoiá-lo. A gente faz tudo por um filho, né? Então, vou usar a minha popularidade para ajudá-lo.

As constantes críticas à sua aparência, ela entrega, provocaram mágoas. “Marombeira” assumida, Rosana gosta de cuidar do corpo e não nega que tenha passado por alguns procedimentos estéticos. Mas afirma que foram “muito menos do que falam”.

— Eu faço tratamentos e, se tiver que passar por cirurgia para melhorar alguma coisa que incomoda, eu faço. Acho muito ruim ficarem falando disso. Hoje em dia, todo mundo faz. Está todo mundo siliconado, é normal. Mas, naquela época, crucificavam a gente. Magoa na hora, depois passa. Acho fora de moda comentar esse tipo de coisa. Expor o famoso vira difamação e dá processo. A internet está cheia de fake news — contra-ataca a artista, que não gosta que dados pessoais seus, como a idade, sejam citados: — Não tem necessidade. Cada um tem um motivo para esconder, e o meu é familiar. Estou escrevendo uma biografia para esclarecer todos os boatos sobre mim.

“Porta-voz dos anseios femininos”, como ela se define, Rosana se deixou seduzir pela temática proposta no novo EP. Ainda sem título, o projeto do selo Lab 344 traz seis composições inéditas de nomes como Wado, Zeca Baleiro, Kassin, Parde2 e Gabriel Moura. “Eu bem que te avisei”, apresentada nesta quinta-feira, foi escrita por Sergiopí, Bombom e Hiroshi Mizutani, trio que também assina a produção do álbum, que chega para lembrar os 15 anos da Lei Maria da Penha.

— A canção tem letra que fala sobre a violência contra a mulher. Acho que a violência psicológica machuca tanto quanto a física. A letra é forte e a melodia, leve, dançante. É viciante. Gravamos um clipe pra ela com uma atmosfera meio sombria. A próxima canção é uma continuação dessa primeira — adianta.

A cantora afirma que o single não tem nada de autobiográfico.

— Não há uma história pessoal ali, mas muita gente vai se identificar. Acho que não vivi relacionamentos tóxicos. Pra ser sincera, quem abusou fui eu. Enjoava e dizia “tchau, vai passear em outro bosque” — brinca ela, entregando: — Já fui casada, mas agora estou solteira. Tenho alguém lá na Europa, mas ainda não dá pra falar sobre isso. Estou bem, feliz, tocando a vida, gostando do que está acontecendo.