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Cannabis pode gerar 300 mil empregos no Brasil; saiba quais

·3 minuto de leitura
Marijuana plants,Scientist checking hemp plants in the field,Alternative herbal medicine,Cannabis research concepts.
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  • Mercado projeta crescimento de demanda em profissionais especializados;

  • Setor de cannabis medicinal pode chegar a R$ 4,7 bi em três anos;

  • Área de plantio de cannabis é uma das promessas para o futuro.

O mercado de cannabis medicinal segue em forte crescimento no Brasil. Desde 2020, as farmacêuticas podem solicitar à Anvisa uma autorização para vender nas farmácias físicas do país e processar o derivado da maconha em instalações no país. A agência já permitia desde 2015 a compra online via importação da substância canabidiol.

Segundo a Revista Exame, neste momento, apenas a empresa paranaense Prati-Donaduzzi recebeu o aval para comercialização do produto, mas a Anvisa tem um grande número de pedidos de empresas para autorização de venda em espera, e a agência já indicou que pode autorizar outros empreendimentos que queiram entrar no mercado, embora o processo seja lento para a chegada nas prateleiras por conta das exigências rígidas da agência e por conta da importação do produto.

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A expectativa de autorização gera uma outra expectativa paralela: a de geração de empregos. A empresa Clever Leaves prevê que o setor poderia gerar 328 mil empregos para a economia brasileira após o quarto ano de sua regulamentação. Neste cálculo, estão incluídas vagas dentro do setor da exploração industrial do cânhamo - variação da cannabis que pode ser utilizada principalmente para fibras têxteis - por exemplo.

Essa expectativa é gerada por conta do exemplo norte-americano: segundo a US Bureau of Labor Statistics, atualmente 371 mil profissionais trabalham na indústria de cannabis nos Estados Unidos, número que já é maior que o de engenheiros elétricos e dentistas no mercado de trabalho estadunidense.

Vale destacar que o plantio do cânhamo já é legalizado em território americano e já há uma economia complexa de fazendas com foco na extração de substâncias medicinais como o canabidiol. Além disso, boa parte dos estados norte-americanos permitem o cultivo e o mercado da cannabis para uso recreativo.

O canabidiol é uma das substâncias da planta cannabis, e que possui indicações para convulsões, insônia, dores crônicas e ansiedade, além de não ter efeitos psicoativos. E para que seu mercado se desenvolvesse, um ponto de contribuição seria a autorização para o plantio da erva.

Hoje está em tramitação o Projeto de Lei 399/15 na Câmara dos Deputados, que autoriza o plantio por associações e empresas, e estende essa permissão para a pesquisa científica. O projeto foi aprovado em junho em comissão especial, mas segue paralisado na casa por não ter ido a plenário.

Por outro lado, como a permissão se estenderia apenas ao uso medicinal, sem perspectiva de autorização para o uso recreativo, naturalmente as profissões do setor estariam ligadas às ações medicinais, aos serviços auxiliares ao redor, e a possíveis permissões de plantio por empresas e associações.

Em entrevista a Exame, Marcelo Grecco, fundador da aceleradora de startups do setor The Green Hub, destacou que o que está surgindo no país são especializações de profissões já existentes, em que destacou os agrônomos especializados, advogados, bioquímicos com conhecimentos sobre a planta, além de médicos, farmacêuticos, enfermeiros e veterinários, desde que tenham conhecimento sobre as substâncias da cannabis.

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