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Candidato indígena à Presidência do Equador planeja reestruturar dívida externa

·2 minuto de leitura
O candidato Yaku Pérez, em entrevista à AFP em Quito

O líder indígena de esquerda Yaku Pérez, um dos três principais candidatos presidenciais do Equador, disse nesta quinta-feira (28) que proporá reestruturar a dívida externa de seu país (44% do PIB) se vencer as eleições de 7 de fevereiro.

"Sem moratória, sem suspensão, mas uma auditoria e uma reestruturação abrangente da dívida externa", declarou Pérez em entrevista à AFP em Quito.

"Nessa reestruturação abrangente, nosso enfoque é: saímos dessa lama, da crise econômica e da pandemia" do novo coronavírus, que agravou a difícil situação financeira que arrasta o país, acrescentou.

O Equador, com uma economia dolarizada e dependente da venda de petróleo, registrou até novembro uma dívida pública externa de cerca de 42.384 milhões de dólares, segundo os dados mais recentes do Banco Central.

Pérez, do povo indígena Kañari, afirmou que a economia equatoriana, que em 2020 terá uma retração de 8,9%, segundo projeções oficiais, se recuperará nos próximos três anos.

"Quando estivermos recuperados, então poderemos pagar. Depois, adiamos os prazos", comentou o advogado de 51 anos sobre seu plano de "reestruturação integral" do passivo, que incluirá uma renegociação para reduzir o capital.

O governo de Lenín Moreno, que terminará em 24 de maio, anunciou em agosto que havia chegado a um acordo com parte de seus credores para reestruturar cerca de US$ 17,4 bilhões em dívidas em títulos.

Essa reestruturação implica uma redução de 1,54 bilhão de dólares no capital e uma diminuição na taxa média de juros de 9,2% para 5,3%.

Pérez, candidato do partido Pachakutik, braço político do movimento indígena, considerou que a estratégia de Moreno implicou uma "reestruturação muito parcial e que não foram aproveitadas oportunidades" para obter melhores condições.

Ecologista consagrado e atual prefeito (governador) da província andina de Azuay (sul), Pérez continua radical contra a extração e também pensa em "rever os contratos de petróleo e as concessões de mineração em vigor".

O Equador começou a mineração em nível industrial em 2019, com o objetivo de que esse setor contribua com 4% do PIB em 2021, frente a 1,6% desse ano.

O líder indígena disse ser favorável à manutenção da dolarização da economia, implantada em 2000, e à isenção do imposto de renda do capital estrangeiro por cinco anos para reativar os setores produtivos atingidos pela pandemia.

Pérez, o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso e o economista de esquerda Andrés Arauz, afilhado do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), são os três favoritos para as eleições presidenciais de fevereiro, de acordo com várias pesquisas.

dsl/sp/dga/bn/mvv