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Candidato de Bolsonaro à Câmara promete fidelidade a teto

Samy Adghirni e Martha Beck
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, o líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL), tem como prioridade aprovar a PEC emergencial se vencer a corrida. É essa proposta que vai dar o tom de 2021 e abrir caminho para que se discuta um novo programa social dentro da regra do teto de gastos, disse o deputado em entrevista concedida por vídeo.

A PEC emergencial está no Senado e deveria ter sido votada no final do ano, mas acabou sendo adiada por falta de acordo entre os parlamentares. Ela cria mecanismos para assegurar que o governo possa cortar gastos e cumprir o teto em caso de dificuldades financeiras. Lira adiantou que, se o assunto continuar parado no Senado, a Câmara pode avançar num projeto semelhante.

Ele defendeu a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desindexar e desvincular o orçamento para que o governo tenha maior espaço fiscal para programas sociais. Bolsonaro já criticou a ideia e disse que não tiraria dos pobres para dar aos paupérrimos. Lira disse que respeita a opinião do presidente, mas “quem vai votar é o Congresso”.

A reforma administrativa também precisa ser uma prioridade, antes mesmo da reforma tributária, disse o líder do centrão. Apesar do lobby contra mudanças nas carreiras do funcionalismo, Lira afirmou que essa é uma reforma mais fácil do que mexer na estrutura tributária dos estados, onde há muita disparidade entre regiões.

Enquanto Lira tem o apoio de Bolsonaro, o outro favorito, Baleia Rossi (MDB-SP), conta com o suporte do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Apoiado pela esquerda, Baleia tem defendido uma articulação para que o Congresso se reúna emergencialmente e para votar propostas como a retomada do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais durante a pandemia, uma despesa que ficou fora do teto de gastos.

Para Lira, o caminho para o Brasil é o da vacinação em massa e qualquer programa social tem que ser feito dentro do teto de gastos e cortando na carne. Os próximos chefes do Congresso enfrentarão pressão para aumentar os gastos públicos, já que o Brasil é um dos países mais atingidos pela pandemia.

“A economia do Brasil é um elefante que deitou e se levantou. Não podemos correr o risco de o elefante se deitar novamente porque isso traria consequências graves.

Banco Central

Crítico de longa data das tentativas de aumentar o poder do Banco Central, Lira disse que não imporia sua visão em plenário a respeito do tema. A proposta, muito aguardada pelos investidores, já passou em votação no Senado.

A campanha pelo comando da Câmara está esquentando, com os dois principais candidatos em viagens pelo país para reunir apoio. Baleia afirma ter mais endossos do que Lira até agora. Mas o candidato do governo diz estar confiante de que a maioria dos parlamentares deseja uma liderança mais previsível e mais colegiada - uma crítica a Maia, a quem Lira acusa de concentrar muito poder.

Embora publicamente apoiado por Bolsonaro, Lira jurou nunca ser “um puxadinho” do Palácio do Planalto . “Deve haver harmonia entre os poderes”, disse Lira. “Eu sou o candidato de um grupo de partidos, não o candidato de Bolsonaro.”

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©2021 Bloomberg L.P.