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Canal do Panamá projeta para 2021 importante queda de tonelagem e receita devido à pandemia

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Para o ano fiscal de 2021, o canal projeta receita de 3,3 bilhões de dólares (100 milhões a menos que em 2020) em pedágios e outros serviços, como a venda de energia.
Para o ano fiscal de 2021, o canal projeta receita de 3,3 bilhões de dólares (100 milhões a menos que em 2020) em pedágios e outros serviços, como a venda de energia.

O Canal do Panamá projeta uma forte queda na carga que transitará por sua via marítima em 2021, com um declínio na receita em função da pandemia, informou nesta terça-feira (6) o administrador da rota, Ricaurte Vásquez.

"Temos uma projeção para o próximo ano de uma diminuição tanto na tonelagem como no número de trânsitos pelo Canal do Panamá", declarou Vásquez durante uma coletiva de imprensa virtual.

De acordo com as previsões, para o ano fiscal de 2021 (1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021), passarão pela rota panamenha 429 milhões de toneladas de carga.

Este número representa 46 milhões de toneladas a menos que os 475 milhões que passaram pelo canal durante o ano fiscal de 2020.

"Isso representa uma queda de aproximadamente 100 a 125 milhões de dólares em receita por tonelagem", completou Vásquez, que garante ser possível compensar as perdas com "outras medidas", sem dar mais detalhes.

Para o ano fiscal de 2021, o canal projeta receita de 3,3 bilhões de dólares (100 milhões a menos que em 2020) em pedágios e outros serviços, como a venda de energia.

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou na segunda-feira ter batido seu recorde de trânsito de carga no ano fiscal de 2020, com o transporte de 475 milhões de toneladas por suas águas, apesar da pandemia e da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Contudo, a ACP reconheceu que a nova marca é 4% inferior à meta inicialmente projetada.

Cruzaram a via panamenha 13.369 embarcações, um número levemente abaixo do ano anterior e 2% menor que o previsto.

Pelo canal de 80 km passam 3,5% do comércio mundial, de acordo com a ACP. Os principais usuários da via são Estados Unidos, China e Japão, e suas rotas vão da Ásia à costa leste norte-americana.

jjr/mas/mr/am