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Canais no YouTube são invadidos após criminosos clonarem chips de celular

·3 min de leitura

Uma nova onda de invasões a canais no YouTube voltou a atingir a comunidade de criadores neste começo de ano, com conteúdos sendo apagados e substituídos por vídeos ou transmissões ao vivo promovendo golpes com criptomoedas. A ideia é usar o alto número de seguidores para trazer aparência de legitimidade, seja à venda de ativos ainda em fase inicial ou em esquemas que prometem multiplicar depósitos realizados.

O que está chamando a atenção dos usuários, e os assustando, porém, é a ideia de que, desta vez, nem mesmo seria preciso clicar em links de phishing ou baixar aplicações maliciosas para o computador. Relatos indicam que o vetor da vez são as clonagens de chips de celular, prática conhecida também como SIM swapping, que estaria permitindo acesso ao código de autenticação em duas etapas pelos golpistas.

Operadoras dos Estados Unidos estariam no centro da questão, enquanto os atingidos nem mesmo receberiam alertas sobre a atividade suspeita e a tomada de seus perfis, percebendo que algo está errado apenas ao acessarem os próprios canais ou serem alertados pela audiência. Aí, já é tarde demais, com sua imagem e alcance sendo utilizados em golpes envolvendo os ativos financeiros.

O YouTuber de tecnologia Arun Miani, do canal Mrwhosetheboss, foi um dos atingidos nesta semana. Com 9,7 milhões de inscritos interessados em unboxing e análises de produtos, ele viu seu espaço sendo usado para postar a pré-venda de uma suposta criptomoeda, a One World Cryptocurrency, com direito a endereço da carteira usada pelos golpistas e valor de 0,0001 Bitcoin para quem quisesse adquirir os tokens, equivalente a R$ 20,6 mil.

<em>Canal de criador de tecnologia foi usado para publicar vídeo promovendo criptomoeda "falsa"; golpes da vez podem estar relacionados à clonagem de chips (Imagem: Ali Alshamsi (<a class="link " href="https://canaltech.com.br/empresa/twitter/" rel="nofollow noopener" target="_blank" data-ylk="slk:Twitter">Twitter</a>)</em>
Canal de criador de tecnologia foi usado para publicar vídeo promovendo criptomoeda "falsa"; golpes da vez podem estar relacionados à clonagem de chips (Imagem: Ali Alshamsi (Twitter)

O caso aconteceu nesta segunda-feira (24), e no momento em que esta reportagem é escrita, Miani já restabeleceu o acesso a seu canal. Em outros casos, também foi possível notar ação do YouTube, com o bloqueio de transmissões ao vivo que quebram os termos de uso da plataforma, e também garantem um pouco mais de tranquilidade aos criadores atingidos.

Como se proteger de golpes no YouTube

Aos usuários, chega a ser quase desnecessário dizer que o ideal é ignorar tais conteúdos. Não acredite em promessas de grande lucratividade ou retorno de investimentos em dobro, jamais enviando valores para carteiras de terceiros. Além disso, é sempre importante prestar atenção no autor dos vídeos e canais em que eles foram publicados, buscando inconsistências que revelem que o espaço pode ter sido furtado.

Aos criadores, a recomendação do YouTube é pelo contato com o suporte, que pode auxiliar na recomendação da conta e retirada dos conteúdos fraudulentos do ar. Além disso, é sempre importante ter medidas de segurança ativas, como senhas seguras e a autenticação em duas etapas — neste caso, especificamente, prefira o uso de aplicativos de verificação, em vez das mensagens de texto, de forma que a clonagem do chip não entregue seus códigos de validação aos golpistas.

Por fim, a todos, outra dica é evitar o download de aplicativos a partir de fontes suspeitas ou clicar em links que cheguem por e-mail ou mensageiro instantâneo. Isso vale, inclusive, para possíveis propostas comerciais com testes de softwares, dinâmica que costuma ser usada pelos golpistas para roubar cookies de autenticação no YouTube e ganhar acesso aos canais sem a necessidade de obter as credenciais propriamente ditas.

Fonte: Canaltech

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