Mercado fechará em 5 h 43 min
  • BOVESPA

    98.248,42
    -1.373,16 (-1,38%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.466,08
    -595,53 (-1,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    107,38
    -2,40 (-2,19%)
     
  • OURO

    1.817,70
    +0,20 (+0,01%)
     
  • BTC-USD

    18.956,98
    -1.169,60 (-5,81%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,23
    -27,24 (-6,31%)
     
  • S&P500

    3.751,52
    -67,31 (-1,76%)
     
  • DOW JONES

    30.538,36
    -490,95 (-1,58%)
     
  • FTSE

    7.113,06
    -199,26 (-2,72%)
     
  • HANG SENG

    21.859,79
    -137,10 (-0,62%)
     
  • NIKKEI

    26.393,04
    -411,56 (-1,54%)
     
  • NASDAQ

    11.360,00
    -331,00 (-2,83%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4679
    +0,0573 (+1,06%)
     

Canadá e Dinamarca resolvem 'guerra amigável' por ilhota remota do Ártico

O Canadá e a Dinamarca finalmente resolveram um conflito "amigável" de décadas por um pequeno, árido e desabitado território do Ártico, combatido com armas especiais: bandeiras, uísque e licor.

Ambas as partes anunciaram formalmente o acordo para dividir a Ilha Hans e criar a primeira fronteira terrestre entre o Canadá e a Europa em uma cerimônia em Ottawa, com a presença dos ministros das Relações Exteriores do Canadá e da Dinamarca.

Dividir a ilha e resolver o conflito de 49 anos será considerado um modelo para a resolução pacífica das disputas territoriais, em contraste com a guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia desde o final de fevereiro.

"O Ártico é um farol para a cooperação internacional, onde prevalece o estado de direito", disse a ministra canadense das Relações Exteriores, Melanie Joly.

"Como a segurança global está ameaçada, é mais importante do que nunca que democracias como Canadá e Dinamarca trabalhem juntas, com os povos indígenas, para resolver nossas diferenças de acordo com o direito internacional", ressaltou.

- A guerra do uísque -

A disputa pela Ilha de Hans - de 1,3 quilômetros quadrados e localizada entre Ellesmere e Groenlândia - começou em 1973, ano em que foi traçada uma fronteira marítima entre o Canadá e a Groenlândia, território autônomo que integra o reino da Dinamarca.

Dinamarqueses e canadenses sobrevoam a ilha de helicóptero há décadas para reivindicá-la, provocando protestos diplomáticos, campanhas online e até um pedido canadense para boicotar os doces dinamarqueses.

Durante essas visitas ministeriais, cada lado colocava uma bandeira e deixava uma garrafa de uísque ou licor tradicional para o outro lado desfrutar.

"Muitos a chamaram de guerra do uísque. Acho que foi a mais amigável de todas as guerras", disse Joly sobre a disputa que atraiu nada menos que 26 ministros das Relações Exteriores ao longo dos anos, em coletiva de imprensa com seu homólogo dinamarquês, Jeppe Kofod.

Este último lembrou que a resolução do conflito surge, no entanto, em um momento em que “a ordem internacional baseada em regras está sob pressão” e os valores democráticos “estão sob ataque”.

- Inspirar outros -

"Vemos graves violações das normas internacionais se desenvolvendo em outra parte do mundo", acrescentou, referindo-se à guerra na Ucrânia.

"Pelo contrário, mostramos como disputas antigas podem ser resolvidas pacificamente seguindo as regras", disse o ministro dinamarquês, que espera que essa experiência "inspire outros países a seguir o mesmo caminho".

Os dois líderes trocaram garrafas e riram das sugestões de que o Canadá agora poderia se juntar à UE, pois compartilha uma fronteira terrestre com a Europa.

O local é inabitável, mas com o aquecimento global está atraindo mais tráfego de navios para o Ártico, abrindo-o para a pesca e exploração de recursos, embora talvez não na área específica da Ilha de Hans.

O especialista em assuntos do Ártico Michael Byers observou que "a ilha é tão incrivelmente remota que é economicamente inviável contemplar qualquer atividade séria lá".

No entanto, adiar a resolução dessa disputa territorial foi um bom teatro político para ambos os países.

"Foi uma disputa de soberania totalmente livre de riscos entre dois aliados da Otan por uma ilha pequena e insignificante", disse Byers à AFP.

A Dinamarca temia que perder a batalha pela ilha prejudicaria as relações com a Groenlândia. Por sua parte, o Canadá queria evitar que a perda do território enfraquecesse sua posição em uma disputa maior com os Estados Unidos pelo mar de Beaufort, no extremo noroeste do Canadá, que se acredita ser rico em hidrocarbonetos.

amc/wd/llu/yow/ap/mvv

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos