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Campos Neto será presidente do Conselho Consultivo das Américas do BIS a partir de 2023

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, assumirá em 2023 a presidência do Conselho Consultivo das Américas do BIS (Banco de Compensações Internacionais) –o "banco central dos bancos centrais"–, informou a autoridade monetária nesta segunda-feira (21). O mandato, com duração de dois anos, terá início em 9 de janeiro.

Escolhido pelo conselho de diretores do BIS, Campos Neto será o sucessor de John Williams, presidente do Fed de Nova York (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).

Criado em 2008, o Conselho Consultivo das Américas é formado pelos presidentes de bancos centrais dos oito países da região integrantes da instituição –Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru.

Campos Neto não será o primeiro brasileiro a ocupar o cargo máximo no conselho que representa os bancos centrais do continente americano na instituição. Em 2010, Henrique Meirelles ocupava o posto de presidente do BC e foi eleito para presidir o Conselho Consultivo das Américas do BIS.

O BIS, sediado na Suíça, tem entre suas atribuições "dar suporte ao diálogo com outras autoridades responsáveis pela promoção da estabilidade financeira, conduzir pesquisas sobre políticas de interesse dos bancos centrais, além de ser a primeira contraparte para os bancos centrais em suas transações financeiras", ressaltou a autoridade monetária brasileira em nota.

No comando do BC desde 2019, Campos Neto ganhou o prêmio de melhor banqueiro central da América Latina em 2022, em anúncio do LatinFinance Banks of the Year Awards.

Em 2020, o brasileiro foi eleito o melhor presidente de bancos centrais do ano na categoria Global e Américas pela revista britânica The Banker, especializada em finanças.

Antes de assumir a presidência da autoridade monetária, Campos Neto consolidou sua carreira no banco Santander, onde passou 20 anos em diversos cargos de liderança.

O atual presidente do BC continuará no cargo até 31 de dezembro de 2024. Apesar da possibilidade de recondução, prevista na lei de autonomia em vigor desde fevereiro de 2021, Campos Neto descartou um segundo mandato à frente da autarquia.