Campo de Piracaba deve ser incorporado ao de Baúna

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alterou a área de desenvolvimento proposta para o campo de Piracaba, que passará a ser incorporada pelo campo de Baúna. Ou seja, a área tradicionalmente chamada de Baúna e Piracaba deve ser identificada a partir de agora apenas como campo de Baúna. A Petrobras já foi notificada sobre a decisão.

No início deste ano, a Petrobras comunicou a chegada do FPSO Cidade de Itajaí a sua locação definitiva, onde seria integrado ao sistema de produção dos campos de Baúna e Piracaba, no pós-sal da Bacia de Santos. A unidade tem capacidade para processar 80 mil barris de petróleo leve por dia e 2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e será interligada a seis poços produtores e cinco injetores. O navio-plataforma deveria operar a partir de janeiro, mas ainda não está em atividade.

A decisão da ANP também determina que a Petrobras apresente, em um prazo máximo de 90 dias a partir de meados de janeiro, um plano de desenvolvimento da área resultante da unificação. A Petrobras já havia apresentado os planos de desenvolvimento dos dois campos que, juntos, possuem volumes recuperáveis totais estimados de 196 milhões de barris de óleo equivalente (boe). Desse total, 113 milhões de boe são referentes ao campo de Baúna e 83 milhões de boe, de Piracaba.

Em comunicado, a Petrobras informou à Agência Estado que analisa a decisão da ANP para então definir "os próximos passos junto à própria agência". A Petrobras detém 100% de participação nesses campos de petróleo localizados no Bloco BMS-40, em águas rasas da Bacia de Santos, a cerca de 200 km da costa do Estado de São Paulo.

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