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Campo magnético de tsunami informa sua chegada antes do aumento do nível do mar

·2 min de leitura

O campo magnético gerado por um tsunami pode informar sua chegada antes mesmo do aumento do nível do mar. É o que descobriu uma pesquisa liderada pela Universidade de Kyoto. Embora sejam apenas alguns minutos de antecedência, já seria o suficiente para evitar grandes desastres e mortes.

Em estudos anteriores, os pesquisadores previram que a interrupção do campo magnético poderia ser útil aos sistemas de alerta de maremotos ao combinar essas informações em simulações, mas, até então, eles não haviam medido na prática essa pausa junto ao aumento do nível do mar.

Região costeira do Chile após o tsunami de 2010 (Imagem: Reprodução/IFRC)
Região costeira do Chile após o tsunami de 2010 (Imagem: Reprodução/IFRC)

A equipe analisou os dados coletados em dois grandes tsunamis que assolaram Samoa e Chile em, respectivamente, 2009 e 2010. Os números confirmaram a suspeita: os campos magnéticos gerados pelas grandes ondas chega antes delas. Além disso, o campo ajudaria a prever a altura das ondas.

Ainda assim, o quanto de antecedências será informado pelo campo magnético depende da profundidade do mar na costa, apontaram os pesquisadores. Por exemplo, em uma profundidade de 4.800 metros, o alerta chega em um minuto; e apenas alguns centímetros da altura do maremoto.

De acordo com o estudo, as mudanças verticais e horizontais no campo magnético do tsunami podem informar as previsões das alterações do nível do mar. Os modelos, no entanto, precisam de informações como a profundidade das águas e de possíveis estruturas elétricas que afetam as leituras do campo.

Registros do campo magnético do tsunami

O problema é que existem poucas estações de observação preparadas para coletar essas informações sobre o campo magnético de uma onda. Outra dificuldade é que as leituras só funcionam em ambientes de mar aberto, pois é ali que existe menos ruído — excluindo as faixas regiões costeiras.

Comparação do campo magnético com a mudança do nível do mar nos maremotos de Samoa e Chile (Imagem: Reprodução/Zhiheng Lin et al.)
Comparação do campo magnético com a mudança do nível do mar nos maremotos de Samoa e Chile (Imagem: Reprodução/Zhiheng Lin et al.)

Segundo os pesquisadores, as informações adicionais coletadas por estações mais sofisticadas valeriam o investimento extra para adequá-las. Afinal, a capacidade de destruição destes fenômenos é grande. De todo modo, a pesquisa oferece mais uma ferramenta de previsão.

Qualquer mecanismo que sirva para prever e, consequentemente, planejar e minimizar desastres naturais como maremotos, é uma ajuda bem-vinda. E este estudo ao meno, estabelece a relação do campo magnético com o nível do mar — o que já é bem útil. Agora, é necessário criar estações adequadas para os registros.

A pesquisa foi publicada no periódico JGR Solid Earth.

Fonte: Canaltech

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