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Governo prevê campanha de imunização contra o coronavírus para o 1º trimestre de 2021

Rafael Bitencourt
·3 minutos de leitura

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, o SUS conta com 37 mil postos de vacinação aptos a receber as doses O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, informou nesta quinta-feira (8) que a campanha nacional de imunização contra o novo coronavírus deve começar no primeiro trimestre de 2021. “Mas é bom sempre lembrar que, por ser um produto inacabado, existe possibilidade de atraso, embora não seja o que se desenha neste momento”, disse a jornalistas, em entrevista transmitida pelas redes sociais do órgão. Franco afirmou que a vacina do laboratório britânico AstraZeneca, em convênio com a Fiocruz, deve garantir a entrega de 100,4 milhões de doses. A vacina da Covax Facility, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), deve propiciar cerca de 40 milhões de doses. Ele explicou que, neste último caso, o medicamento prevê a aplicação de duas doses por pessoa, o que restringe o alcance a 10% da população brasileira, cerca de 20 milhões de pessoas. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 37 mil postos de vacinação, com equipamento de refrigeração adequado para armazenar as doses a 4ºC. Fiocruz A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, prevê que um lote de 30 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca deve ser entregue em janeiro de 2021. Segundo ela, trata-se da primeira etapa, pois a segunda, que envolve a nacionalização da produção, será iniciada a partir de julho do próximo ano. “Em janeiro, estaremos recebendo o ingrediente farmacêutico ativo e finalizando essa produção na Fiocruz”, disse Nísia, durante a entrevista no Ministério da Saúde. Ela disse que nessa primeira etapa o país pode receber até 100 milhões de doses até o fim do primeiro semestre. Nísia prevê que, no segundo semestre de 2021, serão produzidas entre 100 milhões e 165 milhões de doses. Com isso, poderão ser entregues 265 milhões de doses. “Nossa responsabilidade, que é enorme neste momento, é garantir o cumprimento do cronograma e o acesso pelo Sistema Único de Saúde”, afirmou a presidente da Fiocruz. Segundo ela, está mantida a previsão de custo por dose de US$ 3,16. “O custo seguiu o princípio, definido pela Assembleia Mundial de Saúde, que foi base para esse acordo, de que vacinas e medicamentos não devem ser objeto de lucro neste momento da pandemia”, afirmou. Prioridade a grupos de risco O secretário de Vigilância em Saúde do ministério disse que a campanha nacional de imunização priorizará grupos de risco que abarcam 20,2 milhões de brasileiros, sendo 4,4 milhões de pessoas com 80 anos ou mais, 10,7 milhões de pessoas com comorbidades (diabetes, doenças cardíacas, câncer, etc) e cinco milhões de trabalhadores do setor de saúde. Na entrevista, o gerente geral de medicamentos e produtos biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, disse que um dos desafios para a liberação das vacinas em desenvolvimento é a análise do critério mínimo de eficácia. “Tradicionalmente usa-se o critério mínimo de 70% de eficácia, mas podemos flexibilizar”, disse o técnico da Anvisa. Segundo ele, essa flexibilização ocorre justamente em pandemias ou situações de grande impacto, mas “não significa abrir mão de segurança”. Willfried Wende/Pixabay