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Campanha do Fed ganha impulso em meio a perdas em Wall Street

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(Bloomberg) -- Por trás dos recentes tumultos nos mercados globais, há indícios de que o Federal Reserve progride de forma lenta, porém certeira, em sua tentativa de conter os excessos deste ciclo de negócios.

As condições financeiras cada vez mais apertadas e a queima de gordura do mercado de ações sugerem que Wall Street leva a sério a postura hawkish do Fed, um desenvolvimento que deve eventualmente ajudar a esfriar a expansão.

Enquanto isso, as expectativas de inflação em queda vindas do mercado constituem uma rara vitória para a autoridade monetária em sua missão de convencer os americanos de que as pressões sobre os preços diminuirão em breve.

É claro que nem tudo são boas notícias. Em meio à queda das ações, grandes varejistas veem seus lucros diminuírem à medida que estoques aumentam. Embora isso possa sugerir uma mudança nos hábitos de consumo de bens para serviços – aliviando os gargalos do lado da oferta – qualquer enfraquecimento na demanda do consumidor americano prejudicaria o ciclo de negócios ao mesmo tempo em que as altas de juros surtem efeito.

Apesar disso, ainda é possível argumentar que o banco central será capaz de realizar uma aterrissagem suave, apesar dos alarmes de recessão.

O Fed não pode fazer nada para reparar as cadeias de suprimentos ou expandir a produção de energia e alimentos. O melhor que se pode esperar é que a demanda diminua, tanto para bens físicos quanto para ativos especulativos. Surgem sinais de que pelo menos isso começa a acontecer.

Embora os preços ao consumidor de abril tenham mostrado poucos sinais de um pico iminente, as expectativas de inflação podem ter atingido seu limite. Um indicador de mercado de expectativas de inflação anual de longo prazo que é favorecido pelos formuladores de política do Fed, porque exclui os desenvolvimentos de curto prazo, mostrou um recuo notável este mês.

A taxa que mede a inflação média do período de cinco anos que começa daqui a cinco anos - chamada em inglês de “five-year, five-year forward” - estava em 2,19% na quarta-feira, contra 2,49% no final do mês passado. Essa é a maior queda nessa medida de expectativas de inflação desde 2011.

“Ainda há mais progresso a ser feito para reduzir as expectativas de inflação para uma ressonância com a meta do Fomc, mas os níveis atuais são pelo menos aceitáveis do ponto de vista do banco central”, disse Ian Lyngen, chefe da estratégia de taxas dos EUA na BMO Capital Markets, em nota.

As condições financeiras dos EUA, uma medida de estresse que junta múltiplos dados dos mercados de ações e renda fixa, também se inclinam a favor do Fed. O indicador da Bloomberg se contraiu para -0,86, perto dos níveis mais apertados desde 2018, excluindo o choque de coronavírus de 2020.

“As próprias condições financeiras mais apertadas são uma clara história de sucesso para o Fed – é a única maneira de reduzir as pressões inflacionárias”, disse Seema Shah, estrategista-chefe da Principal Global Investors. “Para mercados com mais gordura especificamente, isso claramente não era o objetivo do Fed, mas o Fed estava claramente ciente de que essas empresas eram mais vulneráveis ao processo de aperto.”

Embora a ampla redução nos índices de ações tenha ajudado a estreitar as condições financeiras, o grosso da liquidação recaiu sobre as ações especulativas. Enquanto a queda de 17% do S&P 500 até agora este ano deixa o índice à beira de um mercado em baixa, uma cesta de empresas de tecnologia não lucrativas do Goldman Sachs caiu quase 55% no mesmo período.

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