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Caminhoneiros fazem paralisação em estradas do Sul e Sudeste; veja estados com bloqueio

·3 minuto de leitura
Bolsonaro na manifestação
Durante protestos, Bolsonaro fez ameaças ao Supremo Tribunal Federal
  • As manifestações não são comandadas por tradicionais entidades e lideranças de caminhoneiros;

  • Em vídeos nas redes sociais, caminhoneiros autônomos dizem apoiar pautas de Bolsonaro;

  • Jornalistas relataram agressões por partes dos manifestantes.

Após as manifestações do dia 7 de setembro, caminhoneiros que apoiam o presidente bloquearam rodovias federais em pelo menos cinco estados nesta quarta-feira: Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Bahia e Pernambuco. 

As manifestações não são comandadas por tradicionais entidades e lideranças de caminhoneiros, que recentemente refutaram participar dos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, voltou a negar participação e apoio em ato bolsonarista. 

"Essa paralisação não é da categoria dos caminhoneiros, é da direita. Além deles, há o pessoal do agronegócio com a pauta intervencionista, fechando rodovias e usando nome da categoria", explicou o líder da ABRAVA.

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A paralisação tem sido organizada em grupos de WhatsApp, e não tem ligação com entidades de classe dos trabalhadores.

Em vídeos nas redes sociais, caminhoneiros autônomos dizem apoiar pautas de Bolsonaro e creditam o aumento dos combustíveis aos governadores. Também fazem ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma das publicações, um caminhoneiro afirma que o Supremo "é uma milícia" e que o grupo não vai aceitar que o país "seja comandado por 11 ministros".

Em outro, um caminhoneiro diz que caminhões com cargas não vão passar por estrada na Bahia. "Não está passando caminhão vazio, só passa ônibus, carro pequeno e carga perecível", diz. 

Já a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) divulgou uma nota se dizendo "preocupada com os bloqueios" e manifestando "total repúdio às paralisações organizadas por caminhoneiros autônomos com bloqueio do tráfego em diversas rodovias do país, por influência de supostos líderes da categoria".

"Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da confederação Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos", diz a entidade.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo (PRF-ES), quatro rodovias tiveram bloqueios e lentidão por conta de manifestações de caminhoneiros: BR-262, BR-447, BR-482 e BR-101 (nessa última, as interdições ocorrem em quatro pontos da via).

Em Santa Catarina, havia bloqueios em vários pontos de quatro rodovias federais, como a BR-101 e a BR-470, segundo a PRF-SC.

No Paraná, houve interdições nas rodovias BR-376, em Paranavaí, e na BR-376, em Maringá. 

Já na Bahia, parte da rodovia BR-242 também foi interditada, na cidade de Luís Eduardo Magalhães.

Um trecho da rodovia BR-101, em Igarassu, região metropolitana de Recife, também foi fechada pelos manifestantes nesta tarde. 

Segundo relatório da PRF, de ontem até 11h desta quarta-feira, a corporação contabilizou 173 pontos de concentração e 53 bloqueios de caminhoneiros em rodovias federais. A maior parte desses bloqueios já foi liberada, diz a PRF. 

Tentativa de invasão

Já em Brasília, um grupo de apoiadores de Bolsonaro, que permaneceu na Esplanada dos Ministérios, tentou invadir o Ministério da Saúde. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os manifestantes tentaram agredir jornalistas que estavam em frente ao prédio da pasta.

Imagens divulgadas pelo portal Metrópoles mostram seguranças do ministério impedindo a invasão do prédio, utilizando uma grande grade, que precisou ser fechada às pressas.

O grupo hostilizou jornalistas que estavam no local. Segundo o portal R7, uma jornalista da Record TV "foi encurralada e sofreu ameaças".

A Polícia Militar do Distrito Federal informou que policiais foram chamados para acompanhar uma ocorrência no local, mas, quando os policias chegaram, a situação já tinha se resolvido.

Segundo a PM, a Esplanada dos Ministérios está fechada, mas alguns apoiadores de Bolsonaro permanecem na região, além de alguns caminhões.

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