Mercado abrirá em 6 h 33 min

Calvície: saiba qual a hora certa para começar o tratamento

Os homens são mais afetados do que as mulheres (Getty Images)

A alopecia androgenética, nome científico para a forma mais popular de calvície, pode ser derivada de diversas causas. Porém, os princípios e os fins costumam ser os mesmos: a queda de pelos e cabelos.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

Apesar de não ter implicações diretas sobre a saúde, a doença pode causar danos para a autoestima, inclusive depressão, principalmente em relação aos homens, a maioria dos afetados. É importante atentar-se às causas e tratamentos mais comuns para os diversos tipos de alopecia.

Leia também

Fator genético é preponderante 

Alopecia significa, literalmente, perda de pelos ou cabelos e pode ser encontrada em diversas formas, sendo as mais comuns a androgênica (derivada andro, masculino e genética, hereditariedade) e a areata (perda de pelos localizados).

Este tipo é o mais comum, pois se manifesta normalmente apenas no couro cabeludo causando a perda gradual de cabelos e o enfraquecimento dos fios até que estes deixem de crescer. É chamada androgênica, pois sua principal causa é a falha na resistência dos fios ao hormônio masculino testosterona, encontrado em menores quantidades no organismo feminino.

Perda de pelos em toda a parte do corpo

Já a forma areata da doença, consiste na perda de pelos localizados e pode afetar todas as partes do corpo. Isso inclui barba, cabelo, costas, sobrancelhas e até pelos pubianos. A forma mais comum da areata ocorre com a perda localizada de pelos em formato de círculos e usualmente é causada por uma doença autoimune. A alopecia areata pode causar a perda total de pelos no corpo de forma muito acelerada.

Ambas as formas podem ser agravadas por situações psicológicas desconfortáveis como estresse, depressão, ansiedade e etc. Outras situações são os maus hábitos alimentares (falta de vitaminas e excesso de frituras, principalmente) e a oleosidade excessiva no couro cabeludo que podem ocasionar a seborréia, entupimento dos poros.

Os principais fatores são a hereditariedade genética por parte do pai ou mãe (Getty Images)

Falta de testosterona

Podendo causar deficiência capilar desde os 15 anos, a testosterona, principal hormônio masculino, não é a causa da perda em sua deficiência mas em seu auge. O hormônio costuma causar perda capilar quando os folículos capilares começam a demonstrar resistência em seu recebimento, caso que pode ocorrer em qualquer idade.

Normalmente os fios se enfraquecem ao tentar resistir ao hormônio, mas com o tempo passam a perder suas vitaminas e cair, depois passam a nascer mais fracos até não crescer mais. Por ser menos presente nas mulheres, a testosterona costuma causar menos problemas de calvície no gênero feminino, embora ainda possa ser uma das principais causas.

A gradual resistência do couro cabeludo ao hormônio, usualmente, deriva de uma herança genética. Quanto antes for diagnosticada, melhor será o tratamento, e, caso comece a se manifestar após os 25 anos é comum que o corpo responda melhor.

Remédios têm efeitos colaterais fortes

Para cada tipo de calvície há um tratamento específico, mas existem algumas regras gerais, que devem ser orientadas por um médico especialista. 

O Minoxidil e a Finasterida são dois dos medicamentos mais recomendados. O primeiro é aplicado sobre a pele e tem a função de fortalecer os fios, mas não impede a queda. 

Minoxidil funciona ao dilatar os vasos sanguíneos, permitindo uma melhor circulação em regiões capilares que podem estar entupindo ou mesmo entupidas, mas não fechadas. 

A Finasterida, por outro lado, funciona como um bloqueador hormonal, barrando a testosterona de afetar os fios e portanto protegendo-os da queda e paralisando o processo de perda. Seus efeitos colaterais, contudo, podem causar problemas na autoestima também, uma vez que traz consigo a perda de libido pode proporcionar a disfunção erétil.

O estresse, contudo, pode agravar o problema (Getty Images)

Transplante e implante são caros, mas eficientes

O método mais prático e o mais eficaz, dependendo da gravidade, é o transplante ou o implante capilar. O implante, embora substitui a raiz dos cabelos fragilizados ou entupidos ou absolutamente fechados por raízes novas que podem ser sintéticas. Já o transplante transfere as raízes de regiões que possuem mais cabelo no próprio corpo para “cobrir” a área desejada.