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Call of Duty: Modern Warfare | A geopolítica real que inspirou o jogo

Rafael Rodrigues da Silva

Call of Duty: Modern Warfare é talvez uma das grandes surpresas do ano, e marca não apenas um possível retorno triunfal da franquia, mas também muito provavelmente pode ser considerado como o melhor Call of Duty já feito.

Para tentar dar a volta por cima e retomar o posto de “melhor jogo de tiro em primeira pessoa” de forma unânime — algo que conseguiu fazer durante praticamente uma década —, a franquia apostou forte na ideia de “pé no chão”, deixando de lado as sequências mais típicas de filmes de ação e trazendo ao jogador a sensação do que é travar uma guerra em 2019, onde você enfrenta grupos extremistas e traficantes ao invés de exércitos organizados para proteger uma nação específica, e onde as baixas não se resumem ao campo de batalha e bases militares, já que literalmente qualquer lugar público pode se tornar um alvo.

Para isso, o jogo se baseia em muitos conflitos reais que aconteceram ou que ainda acontecem, e esses conflitos são importantes para entendermos não apenas as bases do novo Call of Duty, mas até mesmo alguns eventos que acontecem no nosso mundo hoje.

Atenção: a matéria a seguir pode conter alguns spoilers leves sobre a trama e os personagens da campanha de Call of Duty: Modern Warfare, então leia por sua conta e risco.

A questão da Crimeia

Mapa da região sul da Ucrânia conhecida como Crimeia (Imagem: ukraineinwar)

Logo na terceira missão do jogo, somos enviados ao Urziquistão, um país fictício do Oriente Médio que no momento sofre uma ocupação do exército russo. E, apesar desse país fictício existir no Oriente Médio e ter muito mais relações em si com a Síria, o que nos é mostrado nesta fase em específico sobre como acontece a ocupação russa tem vários paralelos com o conflito entre Rússia e Ucrânia sobre a Crimeia.

A Crimeia é uma região que é motivo de conflito desde a dissolução da União Soviética no início da década de 1990. Isso porque, apesar da região pertencer oficialmente à Ucrânia, a maioria da população dali é descendente direto de russos. Além disso, o russo é o idioma mais falado na região, fazendo com que a Crimeia esteja mais próxima culturalmente de Moscou (capital da Rússia) do que de Kiev (capital da Ucrânia).

Por isso, a região sempre foi palco de disputas entre o governo da Ucrânia e defensores da independência da região, que não se sentiam como ucranianos. Essas tensões chegaram a um novo nível em 2013, quando o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, desistiu de um acordo comercial com a União Europeia por causa de pressões feitas pela Rússia, que não queria perder o seu maior parceiro comercial e um dos maiores produtores de gás natural do mundo.

Essa decisão causou uma enorme onda de protestos no país, com os manifestantes bloqueando as ruas e invadindo prédios do governo para mostrar sua insatisfação. Esse movimento era composto majoritariamente pela população que fala o idioma ucraniano e habita as regiões central e oeste do país, e foi comandado principalmente pelos partidos de direita e extrema-direita da Ucrânia, como o Udar, o Svoboda e o Setor Direito. O efeito dessas manifestações acabou culminando em uma espécie de “golpe” em janeiro de 2014, quando o então primeiro ministro da Ucrânia, Mykola Azarov, renunciou ao cargo e o presidente Yanukovich foi obrigado a fugir para a Rússia após os grupos políticos opositores usarem as manifestações populares como justificativa para invadir a sede do governo e tomar o poder do país.

Manifestantes cercam a sede do governo ucraniano (Imagem: Flickr/Ivan Bandura)

Ainda que manifestações tão grandes não tenham acontecido nas regiões mais ao leste e sul do país, a população acabou sentindo os efeitos do conflito, principalmente em separar as diferentes populações do país. Por causa da proximidade dessa região de Moscou e das jazidas de gás natural do país, essa era não apenas a área mais industrializada da Ucrânia como também a que possuía o maior número de russos, que passaram a ser perseguidos pelos manifestantes, que o chamavam de “traidores da pátria” e, muitas vezes, recorriam à violência física contra essas pessoas. E o maior desses conflitos aconteceu justamente na região da Crimeia.

Assim, os grupos paramilitares, que já eram a favor da separação da Crimeia, acabaram aproveitando a falta de governo após a fuga do presidente e a renúncia do primeiro-ministro e assumiram o controle da província, declarando que ela não mais fazia parte da Ucrânia e nomeando um primeiro-ministro próprio para a região. Assim que isso aconteceu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aproveitou a confusão e, com a desculpa de proteger os russos que habitavam a região, enviou suas tropas para “reforçar” a segurança da Crimeia.

Mas, como se pode esperar, essas tropas não simplesmente chegaram para dar um força aos paramilitares locais: com equipamento melhores e muito mais bem treinados, os militares russos passaram a ocupar locais estratégicos, como aeroportos e bases militares, e transformaram a região da Crimeia em uma ocupação russa. E o mais interessante de tudo foi que investigações posteriores do caso revelaram que a Rússia tinha muito mais culpa na história, pois foram descobertos que grupos hackers ligados ao Kremlin foram responsáveis por disseminar campanhas de desinformação na região da Crimeia, e isso ajudou a aumentar as tensões entre ucranianos e russos e a convencer a população de que o momento do povo “assumir o controle” era aquele.

Moradora da Crimeia tira selfie com soldados russos (Imagem: OperaMundi)

Ainda que CoD: MW não utilize em sua narrativa nada referente a manifestações populares, o pouco que nos é mostrado da ocupação russa no país fictício do Urziquistão é bem parecido com aquilo que aconteceu na Ucrânia, com forças militares ocupando prédios importantes, fazendo checagens em qualquer pessoa “suspeita” que anda na rua e basicamente abusando da força de seu poderio militar com a desculpa de que isso está sendo feito para “proteger os direitos humanos” dos cidadãos.

Uma das cenas mais marcantes neste sentido acontece na missão 3, quando, junto com Farah, uma das líderes das forças de resistência, você está se esgueirando pela cidade e chega em uma espécie de “pedágio”, onde soldados russos separam as pessoas e definem o caminho que cada um deve tomar (por exemplo, você é obrigado a carregar um tijolo de uma parte do mapa para outra, independente de se você está afim de trabalhar ou não). No fundo desta cena, é possível ver um grupo de pessoas, todas ajoelhadas com as mãos atrás da cabeça, enquanto soldados apontam rifles automáticos na cara delas e insistem em dizer que fazem isso para a “proteção” delas — o tipo de cena que é relativamente normal na rotina diária dos moradores da Crimeia. Claro, ela não acontece com todos (como podemos ver na imagem da mulher tirando fotos com os soldados russos), mas apenas com aqueles considerados como "suspeitos" ou "subversivos".

A questão da Crimeia também é interessante porque é ela que está por trás de um dos acontecimentos mais importantes da política mundial atual: o processo de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Tudo começou com uma “ajuda humanitária” aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, que concordou em enviar mantimentos e armas para que as tropas ucranianas pudessem resistir à ocupação russa, mas antes de enviar as tropas, o presidente Trump, em uma ligação feita ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisando que essa ajuda só seria enviada caso ele fizesse uma coletiva de imprensa revelando que iria investigar um possível caso de corrupção envolvendo Hunter Biden — filho de Joe Biden, um dos possíveis adversários de Trump nas eleições presidenciais de 2020.

Assim como toda ligação feita pelos telefones da Casa Branca, a conversa foi gravada e revisada por membros da Inteligência dos Estados Unidos e foi considerada tão problemática que um delator (que, por motivos de segurança, não teve a identidade revelada) entrou com uma reclamação formal no Ministério de Justiça, o que fez com que a imprensa levasse o caso à público, culminando no início do processo de impeachment do presidente.

Isso aconteceu porque dois crimes administrativos foram cometidos na gravação: primeiro, que o presidente não tem o direito de vetar um apoio que foi aprovado pelo Congresso, e ao fazer isso ele está violando toda a divisão de poderes definida pela Constituição dos Estados Unidos. O segundo é que, ao condicionar o apoio militar à investigação de um adversário político, o presidente está abertamente pedindo que um país estrangeiro interfira nos rumos das eleições do país, o que também é algo inconstitucional.

A questão dos curdos

Mapa das diferentes forças que controlam a Síria. Em amarelo escuro, ao norte do país, está a região controlada pelos Curdos (Fonte: Liveuamap)

Ainda que algumas cenas remetam à ocupação da Crimeia — principalmente porque os vilões do jogo são os russos —, a principal inspiração para o Urziquistão é a Síria. O país do Oriente Médio, que fica entre a Turquia e o Iraque, é um dos principais aliados dos Estados Unidos na luta contra grupos terroristas como o ISIS.

A aliança dos Estados Unidos com a Síria não se dá exatamente com o governo oficial, que é comandado pelo ditador Bashar al-Assad, mas sim com a resistência Curda, um grupo étnico que, apesar de consistir da maior porcentagem da população do país, sempre foi historicamente perseguido pelas forças governamentais de al-Assad e pelo também ditador Tayyip Erdogan, da Turquia.

A parceria entre Estados Unidos e os Curdos se iniciou por volta de 2011, quando o país ocidental terminou de retirar todas as suas tropas do Iraque, decretando o fim oficial da guerra que havia sido iniciada por George W. Bush. Mas a retirada das tropas americanas do Oriente Médio causou um enorme problema para a defesa do país, já que o grupo terrorista ISIS continuava sendo uma grande ameaça para a nação. Mas, depois de todo o rolo envolvendo o Iraque, o país seria muito mal visto pelo resto do mundo caso voltasse a enviar tropas em peso para a região, mesmo que o intuito fosse caçar as lideranças do ISIS.

E foi aí que nasceu a aliança com os Curdos, que nesta época já se organizavam em grupos de resistência contra o governo por um projeto de independência curda. Nessa aliança, os Estados Unidos forneceriam treinamento, armas e informações da inteligência para os Curdos lutarem sua guerra e, em troca, estes serviriam como o “grosso” das tropas americanas em qualquer operação que tivessem células de grupos terroristas como alvo.

Membros da resistência curda celebram vitória em cima de veículo militar fornecido pelos Estados Unidos (Imagem: Erik de Castro/Reuters)

Essa aliança foi bem-sucedida de ambos os lados: enquanto os Curdos conseguem um governo próprio que é independente dos desmandos de al-Assad, os Estados Unidos também tiveram muito sucesso na guerra contra o terrorismo na região, que culminou com a morte Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, em 26 de outubro deste ano.

Praticamente todas as missões que jogamos em CoD: MW seguem o tipo de operação real feita em conjunto entre as tropas americanas e os Curdos: apenas três ou quatro soldados americanos, normalmente em papéis de liderança ou responsáveis por marcar os alvos do suporte aéreo, e a grande maioria dos soldados que participam da batalha são guerreiros curdos. Assim, Modern Warfare está realmente bem calcado na realidade, pois quando falamos de operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio em qualquer momento após 2011, é exatamente esse o tipo de operação que acontecia na vida real.

Assim como a questão da Crimeia, a aliança dos Estados Unidos com a Síria também é algo que tem tomado bastante espaço no noticiário principalmente porque, sem nenhuma explicação, o presidente Trump anunciou em outubro que estava retirando todas as tropas americanas do país, finalizando a parceria. Essa decisão foi muito mal vista por praticamente todo o comando militar, pois não apenas parecia como algo sem lógica nenhuma, como ainda era uma espécie de “traição” aos guerreiros curdos que tanto ajudaram os Estados Unidos na luta contra grupos terroristas. Há anos Recep Tayyip Erdoğan, presidente da Turquia, queria invadir uma região de fronteira da Síria que era dominada pelos Curdos, e a única coisa que o impedia era a presença de tropas americanas, o que fazia com que o ataque fosse a mesma coisa que declarar guerra aos Estados Unidos.

Militares americanos (à esquerda) se misturam a guerreiros curdos (à direita) no mais recente Call of Duty (Imagem: Activision)

Mas, com a retirada das tropas americanas, aconteceu exatamente aquilo que todos esperavam: tropas do exército turco invadiram a região norte da Síria, causando a morte de mais de 70 civis e obrigando cerca de 130 mil curdos a abandonarem rapidamente suas casas. E esse não foi o único efeito da decisão: como todos os guerreiros curdos foram necessários para conter o avanço turco, as prisões onde estavam sendo mantidos membros do grupo terrorista ISIS foram abandonadas, milhares desses prisioneiros escaparam e, atualmente, estão reativando as células do grupo para armarem sua vingança contra o ocidente.

A decisão absurda ocorreu praticamente na mesma semana em que o Congresso dos Estados Unidos anunciou o início do processo de impeachment de Trump, e muitos acharam que ela foi uma forma de desviar o foco da atenção para outro tema — ainda que a tentativa tenha saído pela culatra, pois, ao trair os Curdos, muitos membros do Partido Republicano, que até então defendiam todas as decisões de Trump, passaram a, pela primeira vez em todo o mandato do presidente, criticá-lo publicamente.

Informações mais recentes divulgadas por um delator não-identificado apontam para um outro motivo: Trump foi chantageado por Erdogan para retirar suas tropas da Síria. De acordo com o tal delator, Erdogan conseguiu a cópia de uma ligação entre Jared Kushner (genro de Donald Trump e que também atua como consultor oficial do presidente) e Mohammad Bin Salman (príncipe da Arábia Saudita), onde Kushner dá a permissão para que Salman prenda o jornalista Jamal Khashoggi, colunista do The Washington Post e um dos maiores críticos do governo saudita. Horas depois do telefonema, Kashoggi foi encontrado morto dentro da embaixada saudita em Istambul, na Turquia.

A Estrada da Morte

Highway 80, a estrada da morte que interliga o Kuwait e o Iraque (Imagem: YouTube)

Outro evento real que serviu de inspiração para CoD: MW é a "Estrada da Morte", algo que aconteceu durante o fim da Guerra do Golfo em 1991. No jogo, esse fato é relembrado na missão 8, que leva o mesmo nome do evento. Nela o jogador acompanha as forças de resistência do Urziquistão para criar uma emboscada na “Estrada da Morte”, um lugar onde é fácil travar o avanço de comboios inimigos, e que eles irão usar para tentar recapturar Omar “The Wolf” Sulaman, líder do grupo terrorista Al-Qatala.

Como um terrorista extremamente conhecido que passou anos escondido e até mesmo os melhores agentes de inteligência não conseguiam encontrá-lo, Sulaman e a Al-Qatala possuem bastante inspiração no terrorista Osama Bin Laden e no grupo Al-Qaeda, que provavelmente se tornaram o terrorista e o grupo terrorista mais conhecidos da história após o atentado de 11 de setembro de 2001.

Mas, mais do que um local perfeito para emboscadas, a “Estrada da Morte” possui uma história bastante trágica na vida real. Esse é o nome dado para a estrada que liga a cidade de Safwan, no Kuwait, e Basra, no Iraque, após os eventos que ocorreram durante a madrugada da passagem do dia 26 para o dia 27 de fevereiro de 1991.

Nessa data, tropas iraquianas usavam a estrada para bater em retirada, voltando para suas bases no Iraque. Mas, na altura da cidade de Al Jahra, as tropas aliadas (formadas por soldados dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e França) se aproveitaram para encurralar o exército iraquiano e, então, efetuar um ataque aéreo com bombardeios, que resultou na destruição de cerca de 2000 veículos militares iraquianos e na morte de cerca de 300 soldados pelos dados oficiais (ainda que analistas acreditem que o número de vítimas esteja por volta de 500 soldados).

Highway 80, a estrada da morte que interliga o Kuwait e o Iraque (Imagem: War History Online)

O ataque foi extremamente controverso e é um dos casos comprovados em que os militares americanos cometeram crimes de guerra, já que o comboio iraquiano não estava se preparando para atacar ninguém e batia em retirada como combinado pela Resolução 660 das Nações Unidas. Além disso, o comboio também levava refugiados civis do Kuwait, o que tornava o ataque ainda mais controverso.

A maioria das imagens da Guerra do Golfo que fizeram sucesso na imprensa ocidental e que mostram a real devastação da guerra são fotografias tiradas deste evento, e a repercussão dele foi tão negativa que fez com que, no dia seguinte, o então presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush, declarasse que o país estava retirando todas as tropas do conflito e cessando qualquer hostilidade contra o Iraque.

O maior problema existente na utilização desta história por CoD: MW é algo que também não é novidade na série: o evento é usado de forma revisionista. Ao invés de atribuir o nome do local a uma operação do exército americano, os personagens do jogo explicam que aquele local ganhou o nome que tem por conta de uma operação do exército russo, em um revisionismo histórico que é usado pela Infinity Ward (desenvolvedora do título) para ajudar a marcar os americanos como os “heróis” e os russos como “vilões”.

O revisionismo histórico de Call of Duty pinta os russos como os claros vilões da história, e permite que possamos torturá-los sem qualquer peso na consciência (Captura: Canaltech)

Esse tipo de revisionismo, ainda que eticamente complicado quando falamos de eventos reais, não é a primeira vez que é usado pela franquia. Um dos títulos onde temos mais eventos desse tipo é em Call of Duty: Black Ops, onde diversos casos de revisionismo são citados para fazer parecer que o exército americano é o melhor do mundo. Por exemplo: não é que os planos da CIA para assassinar Fidel Castro durante a década de 1960 deram errado — as tropas foram bem-sucedidas em invadir a casa do ditador em Havana e acertar uma bala na testa dele, mas no fim foram enganadas porque Fidel não estava realmente na casa, e quem eles mataram foi apenas um sósia. Também não foi um acidente comum a qualquer missão do programa espacial russo na época que derrubou o foguete Soyuz 2 em 1968, mas uma missão secreta do exército americano que o acertou com um lança mísseis.

Então, revisionismo como forma de elevar o moral do exército dos Estados Unidos não é uma novidade na franquia Call of Duty, e provavelmente nunca deixará de existir. Mesmo em títulos que tentam ao máximo se basear em conflitos e situações reais — como é o caso de Modern Warfare —, o game ainda é uma obra de ficção que segue o mesmo padrão narrativo dos filmes de ação de Hollywood: americanos são bonzinhos e tudo o que fazem é tentar salvar o mundo dos russos malvados.

Por isso, é interessante conhecer melhor quais são as histórias reais que servem de inspiração para os conflitos virtuais e entender como um conflito no Oriente Médio ou no Leste Europeu pode ter repercussões intensas na política doméstica dos Estados Unidos e, a partir daí, influenciar toda a geopolítica global. Porque mesmo que nos videogames tenhamos um vilão bem definido para caçar, a realidade da guerra é que os papéis de vilões e mocinhos se misturam o tempo todo entre todos aqueles que fazemparte dela. Por isso, não devemos prestar atenção exatamente nos personagens, mas no que a ação deles causa no mundo. E, no caso de CoD: MW, as ações na qual o jogo se baseou não apenas ajudaram a construir o mundo em que vivemos hoje, como ainda influenciarão diretamente em nosso futuro próximo.


Fonte: Canaltech

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