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Califórnia registra o 1º "gigafire" da era moderna; Brasil também tem queimadas

Natalie Rosa
·3 minutos de leitura

Não é de hoje que a costa oeste dos Estados Unidos, principalmente na região do estado da Califórnia, é afetada pelas queimadas. Mas, em agosto deste ano, no auge do verão no hemisfério Norte, pesquisadores alertaram que os incêndios atingiriam patamares nunca vistos na história recente, suficientes para se transformar em um "gigafire".

O termo gigafire é usado para determinar o momento em que queimadas atingem um milhão de acres de terra, ou 4.047 km² na nossa medida, o que foi registrado nesta segunda-feira (5) no Norte da Califórnia, mais do que dobrando o recorde anterior. O incêndio recebeu o nome de August Complex, se iniciando a partir de 38 queimadas diferentes que começaram entre os dias 16 e 17 de agosto deste ano.

Atualmente, a queimada está apenas 54% contida, atingindo montanhas remotas através de sete condados norte-americanos, e com condições apontando para a continuidade dos fogos. A previsão do estado da Califórnia é que as temperaturas permaneçam entre 10 a 15 graus acima do normal, com os valores de umidade relativa caindo para a temperatura mínima.

<em>Imagem: Reprodução/Noah Berger/AP</em>
Imagem: Reprodução/Noah Berger/AP

O August Complex chega a ser ainda maior que o Mendocino Complex, conglomerado de queimadas que aconteceu em 2018 e que havia sido considerado o maior incêndio registrado na Califórnia. Um gigafire também aconteceu na Austrália, no início deste ano, e nos Estados Unidos é o primeiro visto em mais de uma década. O último havia acontecido em 2004, o Taylor Complex, no Alasca.

De acordo com informações do Climate Central, grandes incêndios devem se tornar a cada vez mais frequentes, uma vez que as queimadas florestais são três vezes mais comuns em todo o oeste dos Estados Unidos desde a década de 1970, quando a temporada de incêndios se tornou mais de três meses mais longa.

No futuro, o clima deve ficar ainda mais quente e seco, se tornando mais favorável ao surgimento de incêndios florestais que possam levar a grandes queimadas que colocam milhares de vidas humanas e animais em risco. Somente a Califórnia, desde os anos 2000, foi cenário de 17 dos maiores incêndios ocorridos até então.

Brasil: Amazônia sofre com queimadas

No Brasil, a situação não está tão diferente quanto o que está acontecendo nos Estados Unidos. Isso porque grande parte da Amazônia está sendo destruída, fazendo com que a sua principal característica, a de ser uma floresta tropical, está mudando drasticamente e prestes a ser considerada uma savana aberta.

<em>Imagem: Reprodução/Bruno Kelly/Reuters</em>
Imagem: Reprodução/Bruno Kelly/Reuters

Já se esperava que a transição da Amazônia de uma floresta tropical, que tem como características uma alta umidade e quantidade de chuvas, presença de solos ricos em recursos hídricos e grandes árvores, para uma savana, com vegetação escassa e estiagem, aconteceria, mas não tão cedo. As informações vieram de um estudo recente, publicado na revista científica Nature, apontando que até 40% da floresta amazônica chegou ao ponto de se tornar uma savana em vez de floresta tropical. E uma vez com o processo iniciado, torna-se mais difícil reverter o problema.

A situação se torna ainda mais complicada por partes da Amazônia estarem recebendo menos chuva que antes, devido às alterações climáticas. Neste ano, a região apresentou os níveis mais graves de queimadas da última década, com aumento de 60% de focos de incêndio a mais em comparação com o ano passado.

Fonte: Canaltech

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