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Caixa Seguridade protocola pedido de IPO na CVM

Carlo Cauti
Caixa Seguridade protocola pedido de IPO na CVM

A Caixa Seguridade protocolou nesta sexta-feira (21) o pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A abertura de capital do braço de seguros da Caixa Econômica Federal prevê uma oferta secundária de ações.  Os bancos coordenadores da operação são, além do próprio banco público:

  •  Morgan Stanley
  • Bank of America,
  • Credit Suisse,
  • Itaú BBA,
  • Banco do Brasil.

Há três anos, a Caixa Seguridade tinha desistido de abrir seu capital alegando condições adversas do mercado. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, quer abrir seu capital para levar adiante o plano de desestatização da instituição bancária.

Além disso, o objetivo é obter recursos e pagar as dívidas que o banco público tem com a União, os chamados Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (ICHD).

Saiba mais: Caixa reverte prejuízo de R$ 1,1 bi e apresenta lucro de R$ 4,9 bi no 4T19

"O primeiro passo [para usar os recursos captados] é pagar dívida. Não podemos ter uma dívida de vencimento e não pagar. Além disso, queremos continuar crescendo a carteira [de crédito] em alguns segmentos específicos, como crédito imobiliário e para infraestrutura", tinha declarado Guimarães em janeiro.

Junto com o setor de seguros serão realizados IPOs da:

  • Caixa Cartões
  • Lotéricas;
  • Caixa Asset Managment (setor de gestão de recursos)

Somente os primeiros dois, junto com a Caixa Seguridade, deveriam gerar um ganho de R$ 25 bilhões para o banco.

Além da venda de ativos, a Caixa vai levar adiante uma reformulação de sua estrutura administrativa. Entre as operações que serão realizadas está um programa de demissão voluntária (PDV), o fechamento de agências e a criação de superintendências menores.

Caixa apresenta lucro no quarto trimestre

A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido contábil de R$ 4,9 bilhões nos últimos três meses do ano passado. Dessa forma, a instituição reverteu o prejuízo de R$ 1,1 bilhão do mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados pela empresa nesta quarta-feira (19).

O resultado operacional teve alta de 120,6% no quarto trimestre. Dessa forma, o valor registrado foi de R$ 2,4 bilhões no último trimestre do ano passado. A carteira de crédito ampliada somou R$ 693,7 bilhões ao final de 2019. No mesmo período de 2018, foram apresentados R$ 694,5 bilhões.

O resultado bruto da intermediação financeira foi de R$ 10,7 bilhões, uma alta de 34% ante o mesmo intervalo de 2018. A margem financeira chegou R$ 12,3 bilhões, de acordo com a Caixa, por conta do crescimento de 17,8% no resultado da aplicação em títulos e valores mobiliários (TVM) e diminuição de 12,4% nas despesas de captação.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias aumentaram 2%, para R$ 6,8 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) foi de 17,5% no quarto trimestre de 2019. O avanço nos últimos três meses do ano foi de 3,5%, “impactado pela estabilidade no saldo do patrimônio líquido médio e a evolução de 20,6% no resultado recorrente acumulado entre os períodos comparados”.

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O índice de inadimplência registrado pela Caixa neste intervalo de três meses ficou em 2,17%. A queda foi de 0,21% em relação ao terceiro trimestre de 2019.