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Caixa realoca executivos ligados a Guimarães em presidências de subsidiárias

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Caixa Econômica Federal realocou em postos de comando dois executivos ligados a Pedro Guimarães que haviam sido desligados dos antigos cargos após a saída dele, que caiu por denúncias de assédio. Ambos vão presidir subsidiárias da Caixa.

Camila Aichinger, que deixou a vice-presidência de Varejo, vai presidir a Caixa Corretora. O nome já foi enviado para o conselho da companhia em um documento sigiloso e deve ser anunciado em breve.

Já Antônio Carlos de Sousa, que estava na vice-presidência de Logística e Operações, vai para a presidência da Caixa Loterias.

A saída dos dois foi anunciada pela Caixa na terça-feira (19) em uma sinalização de que o alto escalão do banco estava afastando os nomes ligados a Guimarães. Os novos movimentos, no entanto, mostram que os executivos permanecerão a exercer influência na Caixa.

Guimarães disse por meio de seu advogado, José Luis Oliveira Lima, que "desde que se afastou da Caixa, não tem nenhuma ingerência nas decisões do banco".

A Caixa, por sua vez, disse que "promoveu nesta semana uma importante reestruturação". "A medida aprovada pelo Conselho de Administração tem como principal pilar cuidar e valorizar os empregados, apresentar melhores práticas de governança e atuar com impessoalidade", disse.

O objetivo, segundo a empresa, é "ampliar a integração da atuação dos temas corporativos aderente às melhores práticas de mercado, trazendo mais fluidez e integração na gestão de pessoas e processos".

"A reestruturação contou com a movimentação de vice-presidentes, com o objetivo de atender as diretrizes aprovadas pelo Conselho", concluiu.

Formada em Turismo, Aichinger era gerente regional da Caixa no Paraná desde 2016 quando, em março de 2019, mês em que Guimarães esteve duas vezes no estado em viagens pelo banco, foi alçada para o cargo de superintendente regional.

Ainda enquanto trabalhava como superintendente regional no Paraná, no fim de maio de 2019, Aichinger esteve em uma viagem pelo banco para Salvador, na Bahia, que contou com a presença de Guimarães.

Ela ocupou o cargo por apenas oito meses até ser levada para Brasília como superintendente nacional.

No novo emprego na sede da Caixa, quatro meses se passaram até ela obter uma nova promoção. Ela virou diretora executiva da Caixa Seguridade. Pouco mais de um ano depois, em junho de 2021, virou CEO da empresa, onde ficou por cerca de um ano, quando assumiu a vice-presidência da Caixa da qual saiu nesta semana.

Ao longo da gestão de Guimarães, seu salário mensal pulou de cerca de R$ 25 mil para mais de R$ 130 mil, somando os vencimentos na Caixa e as participações em sete conselhos.

Na Caixa Seguridade, onde ficou por mais tempo desde 2019, há pelo menos duas denúncias internas de assédio moral praticado por ela. Procurada, Aichinger não comentou.

Sousa, por sua vez, era o presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) quando o órgão investigou o caso das rachadinhas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Com a chegada de Guimarães à Caixa, ele foi para a Diretoria de Governança e Estratégia. Depois, virou vice-presidente de Estratégia e Pessoas, cargo que deixou no fim do ano passado quando foi para a vice-presidência de Logística.

Desde que o site Metrópoles trouxe à tona as denúncias de assédio moral e sexual contra Guimarães, Sousa também teve um caso revelado pela TV Globo. De acordo com a reportagem, era comum ele convidar subordinadas mulheres para tomar vinho no fim de semana --e quem não cedia era punido com sobrecarga de trabalho.

Questionado pela reportagem, Sousa não respondeu.

Com o escândalo, Guimarães foi trocado por Daniella Marques, que até então ocupava uma secretaria especial no Ministério da Economia. Marques é próxima do ministro Paulo Guedes (Economia) desde a carreira na iniciativa privada e conquistou a confiança do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a gestão.

Ao chegar no banco, ela afastou a equipe que trabalhava diretamente com o ex-presidente, composta pelo chefe de gabinete e cinco assessores.

Antes disso, o vice-presidente de Negócios, Celso Leonardo Barbosa, executivo mais próximo de Guimarães, também já tinha pedido demissão logo após Guimarães deixar a instituição financeira.

Ao chegar no comando da Caixa, Marques autorizou a contratação de um órgão independente de investigação para apurar o que aconteceu no banco durante a gestão de Guimarães.

Além dos casos de assédio, o jornal Folha de S.Paulo revelou que executivos graduados que caíram em desgraça com Guimarães eram colocados para realizar tarefas de quem está iniciando na carreira.

O banco também custeou uma obra na casa que Guimarães alugava em Brasília, além de fornecer um aparato de luxo para as viagens de fim de semana que o ex-presidente realizava pela instituição financeira.

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