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Caixa irá disponibilizar R$ 3 bilhões em capital de giro pelo Pronampe

Mariana Ribeiro

A iniciativa do governo faz parte da tentativa de destravar o crédito às micro e pequenas empresas A Caixa irá disponibilizar, inicialmente, R$ 3 bilhões em capital de giro pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), informou na tarde desta terça-feira (16) o presidente da instituição, Pedro Guimarães. A iniciativa do governo faz parte da tentativa de destravar o crédito às micro e pequenas empresas.

Segundo Guimarães, esse limite poderá ser ampliado ao longo do programa. “A Caixa tem expectativa de ter um volume muito grande, seja pelo número de empresas beneficiadas, seja pelo valor financeiro”, disse, enfatizando que o banco tem grande capilaridade.

As contratações irão de 16 de junho a 19 de agosto, prorrogável por três meses. Um aplicativo está sendo desenvolvido para agilizar a concessão. “Programas sempre podem e são melhorados”, disse o presidente da Caixa.

R$ 7 bilhões

A Caixa já emprestou, desde o começo da pandemia, R$ 7 bilhões para pequenos negócios, informou Guimarães. Pouco mais de R$ 1 bilhão diz respeito à linha operada em parceria com o Sebrae. Segundo o executivo, o Pronampe ajuda agora a ampliar o crédito devido à garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

“Com esse volume de garantias muito superior, conseguimos ofertar o crédito a uma base muito maior de empresas”, disse, acrescentando tratar-se de um segmento que tinha dificuldade de acessar o crédito mesmo antes da pandemia. Guimarães afirmou que 117 mil empresas já se cadastraram para análise.

A partir desta terça está aberta a fase de contratações para as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Em 23 de junho, haverá liberação para as micro e pequenas empresas não optantes pelo Simples. Em 30 de junho, haverá disponibilização também para os microempreendedores individuais (MEIs).

A nova linha tem carência de 8 meses e mais 28 meses para pagamento. A taxa de juros é Selic mais 1,25% ao ano e o valor máximo por empresa é de 30% da renda bruta calculada com base no exercício de 2019.

Questionado sobre a rentabilidade da linha, que cobra juros baixos, o presidente disse que o objetivo do banco não é só ganhar dinheiro com o crédito, mas criar uma relação com o cliente. “Depois da pandemia, esse cliente terá consumo de seguros, de cartão, terá investimentos”, disse, acrescentando que os segmentos em questão estão dentro da estratégia do banco.