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Caixa quer financiamento para imóveis com juro fixo até 2022

Banco pensa em adotar taxa pré-fixada para tirar incerteza do empréstimo - Foto: Divulgação

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após lançar linha corrigida pela inflação, banco pensa em adotar taxa pré-fixada para tirar incerteza do empréstimo

  • Mudança, embora deva ocorrer até o fim do governo Bolsonaro, está atrelada à manutenção do quadro de inflação controlada e ao desenvolvimento do mercado de securitização.

Até o final do governo Bolsonaro, em 2022, e após lançar uma linha de financiamento imobiliário corrigida pelo IPCA -- índice oficial de inflação --, a Caixa Econômica Federal estuda adotar taxas de juros pré-fixadas para o financiamento da casa própria.

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A informação é do jornal O Estado de S.Paulo, segundo o qual a mudança, embora deva ocorrer até o fim do governo Bolsonaro, está atrelada à manutenção do quadro de inflação controlada e ao desenvolvimento do mercado de securitização – ou seja, transformar dívidas em títulos negociados no mercado -- de créditos imobiliários.

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Ao jornal, o presidente do banco, Pedro Guimarães, resumiu: “Da mesma maneira que a gente está oferecendo TR (Taxa Referencial) e IPCA, o objetivo é, se couber na matemática da Caixa, oferecer uma taxa sem correção até o fim do governo”, declarou.

A vantagem de se adotar uma taxa pré-fixada, conforme Guimarães, é extrair o componente de incerteza do financiamento. Ele diz que a criação de linhas indexadas ao IPCA é o primeiro passo para viabilizar o plano. “A vida média da carteira de crédito imobiliário é de 12 anos, então não adianta criar mercado de securitização de dois anos”, afirmou.

O presidente da Caixa tornou a dizer que a Caixa pretende vender 50% de todo o crédito originado anualmente com as linhas corrigidas pelo IPCA. Nos últimos dois dias, ele informou, o banco recebeu cerca de 600 mil consultas de clientes interessados na nova modalidade, disponível a partir desta segunda-feira (26) nas agências.

Já o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou essa semana que pode seguir a Caixa e adotar a modalidade de crédito imobiliário atrelada ao IPCA e dar “o máximo de liberdade ao cliente”.

“A tendência é de os bancos oferecerem um cardápio com todas opções”, explicou.